Execução em Sepetiba: polícia captura mulher que facilitou negociação entre mandante e executor

Laís de Oliveira foi executada com um tiro em Sepetiba

A execução em Sepetiba ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (14), quando agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prenderam Ingrid Luiza Marques, apontada como responsável por intermediar a negociação entre o atirador e a mandante do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, morta a tiros na frente do filho, na Zona Oeste do Rio.

Segundo o delegado Robinson Gomes, Ingrid foi localizada após tentar se disfarçar mudando a cor do cabelo e passando a usar óculos. Ela é suspeita de ter aproximado o atirador, Davi de Souza, da mandante, Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, que segue foragida da Justiça e é considerada de alta periculosidade.

Davi se entregou no início da semana, três dias depois de Erick Santos Maria — responsável por conduzir a moto usada no crime — também se apresentar. Ambos confessaram participação na execução e afirmaram que Gabrielle teria oferecido cerca de R$ 20 mil para que o assassinato fosse cometido.

Gabrielle, segundo as investigações, tinha comportamento possessivo em relação à filha de Laís e, nas redes sociais, chegou a se apresentar como se fosse a própria mãe da criança. Ela teria tentado obter guarda exclusiva da menina na Justiça, mas o pedido foi negado. A polícia apura ainda relatos de rivalidade e disputas entre as duas mulheres, incluindo festas de aniversário separadas.

Após a prisão de Ingrid, equipes da DHC intensificaram buscas por Gabrielle em diversos pontos do Rio, incluindo Rocinha, Duque de Caxias e Campo Grande. Advogados da foragida informaram recentemente que ela não pretende se entregar. O Disque Denúncia também divulgou um cartaz com seu rosto e pede informações pelo número 2253-1177.

A investigação segue em andamento, com foco em esclarecer todos os detalhes e possíveis desdobramentos do crime que chocou moradores da região.

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