A execução em Sepetiba ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (17), quando Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário se entregou na sede da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Apontada pela polícia como mandante do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, ela permaneceu calada na maior parte do depoimento, mas sua defesa afirma que, embora tenha participado do crime, não foi responsável por ordenar a morte.
Do lado de fora da delegacia, o advogado de Gabrielle afirmou que a cliente admite algum envolvimento, mas não na condição de mandante. Ele disse acreditar que ela tenha atuado como intermediária e que outra pessoa ainda não identificada possa ter assumido o papel de ordenar o homicídio. Gabrielle também declarou não conhecer algumas pessoas citadas no processo, segundo o defensor.
A versão apresentada pela defesa, no entanto, é rebatida pela própria DHC. O delegado Robinson Gomes afirmou que o conjunto de provas obtidas durante a investigação — incluindo depoimentos e conversas extraídas de celulares — não deixa dúvida de que Gabrielle foi a responsável por encomendar a morte de Laís, mãe de uma criança de quatro anos com o atual companheiro da acusada. Segundo a polícia, a disputa pela guarda da menina teria motivado o crime.
O delegado explicou ainda que Gabrielle teria se entregado por temer represálias, especialmente após um episódio ocorrido em Duque de Caxias, onde traficantes teriam procurado um amigo que a abrigou para questionar sua presença no local. A suspeita estava escondida na Região dos Lagos antes de se apresentar.
Sobre a suposta mudança visual de Gabrielle, divulgada em imagens que circularam durante as buscas, o delegado disse não saber se são antigas ou se foram usadas para despistar a polícia, já que ela se apresentou com o mesmo cabelo loiro e longo de antes.
Com a prisão desta segunda-feira, Gabrielle se torna a quarta pessoa detida pelo crime. Na sexta-feira (14), a polícia havia prendido Ingrid Luiza Marques, apontada como intermediária entre a mandante e David de Souza, autor do disparo que atingiu Laís na nuca. David se entregou no dia 10, enquanto Erick Santos Maria, piloto da moto usada na fuga, foi capturado três dias antes.
As investigações indicam que Gabrielle demonstrava comportamento possessivo em relação à filha de Laís e teria oferecido cerca de R$ 20 mil para que David e Erick cometessem o assassinato. Nas redes sociais, ela se apresentava como mãe da criança e chegou a disputar atenção em festas e celebrações.
A DHC continua reunindo provas e deve pedir a prisão preventiva de todos os envolvidos enquanto o inquérito avança.














