Ex-prefeito de Campo Grande mata homem que comprou sua mansão em leilão

Policia Civil de Mato Grosso do Sul

O caso em que um ex-prefeito de Campo Grande mata homem que comprou sua mansão em leilão ganhou novos desdobramentos após o político se apresentar à polícia nesta terça-feira (24). O episódio ocorreu em um imóvel que anteriormente pertencia ao ex-gestor, mas já havia sido arrematado judicialmente pela vítima.

Segundo o ex-prefeito Alcides Bernal, o sistema de segurança da residência foi acionado após a entrada de três homens na propriedade. Ele afirma que agiu em legítima defesa diante da situação. No entanto, as primeiras apurações indicam uma versão diferente para a presença da vítima no local.

De acordo com as investigações iniciais, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, estava na mansão para tratar dos trâmites finais relacionados à aquisição do imóvel. Ele estava acompanhado de outras duas pessoas, incluindo um chaveiro.

Na caminhonete da vítima, foi encontrada uma notificação extrajudicial datada de fevereiro de 2026, solicitando a desocupação voluntária da residência em até 30 dias, o que reforça a hipótese de que a visita estava relacionada a procedimentos legais.

O Corpo de Bombeiros informou que a vítima foi atingida por dois disparos, que resultaram em três perfurações. Roberto morreu ainda na varanda da casa, que, segundo as autoridades, estava desocupada no momento do ocorrido.

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio qualificado por emboscada ou por recurso que dificultou a defesa da vítima. A classificação indica que os investigadores consideram circunstâncias mais graves no episódio.

O imóvel, avaliado inicialmente em R$ 3,7 milhões, foi leiloado com lance inicial de R$ 2,4 milhões, o que representa um desconto significativo em relação ao valor de mercado.

O histórico do ex-prefeito também voltou a ser citado. Em 2025, ele foi alvo de despejo de uma fazenda em Sidrolândia por falta de pagamento de arrendamento. Além disso, em 2014, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal por irregularidades em contratos emergenciais.

Alcides Bernal prestou depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Centro), e o caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias do crime.

Agora, a apuração busca responder pontos-chave sobre o que realmente aconteceu dentro da propriedade e se a versão apresentada será confirmada ou contestada pelas provas reunidas.

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