Ex-musa da Vila Isabel é investigada por queimaduras em cliente no RJ

Rayane Figliuzzi

A ex-musa da Vila Isabel é investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após uma cliente denunciar queimaduras supostamente causadas por um procedimento de bronzeamento artificial. O caso envolve Rayane Figliuzzi, ex-integrante do posto de musa da escola de samba, e ocorreu em um imóvel localizado na Taquara, Zona Oeste da capital.

A ação foi conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), com apoio da Vigilância Sanitária. Durante a operação, a clínica de estética foi interditada e uma esteticista que atuava no local acabou presa em flagrante. A investigação teve início após o relato da mulher que afirmou ter sofrido lesões ao utilizar uma câmara de bronzeamento artificial no estabelecimento.

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) identificaram diversas irregularidades no imóvel. Segundo a Polícia Civil, foram encontrados medicamentos considerados impróprios para o consumo humano, produtos fora do prazo de validade, equipamentos sem esterilização e ausência de documentação obrigatória para funcionamento.

Diante das irregularidades constatadas, a esteticista foi autuada por crime contra a relação de consumo. Já Rayane Figliuzzi, apontada como proprietária do espaço, deverá responder por crimes contra a saúde pública e também contra a relação de consumo, conforme informou a corporação.

Antes mesmo do caso atual, Rayane já havia sido afastada do posto de musa da Unidos de Vila Isabel, decisão tomada antes de sua estreia nos ensaios da escola. O afastamento ocorreu após o nome da influenciadora se envolver em uma confusão em um restaurante, episódio que repercutiu nas redes sociais e incluiu acusações de racismo envolvendo uma assessora da agremiação.

Em nota, a defesa de Rayane Figliuzzi afirmou que o imóvel investigado não funciona como clínica de estética há vários meses e estaria totalmente desativado. Segundo a advogada, o espaço é utilizado apenas como depósito e showroom da marca de moda praia UZZI, pertencente à própria Rayane.

A defesa sustenta que não havia atendimento ao público no local, que os equipamentos estavam desligados e sem condições de uso, e que uma ex-colaboradora estava no imóvel apenas para retirar pertences pessoais no momento da ação policial. Também foi alegado que a Polícia Civil teria feito uma associação equivocada entre Rayane e outra clínica, pertencente à ex-colaboradora, em endereço diferente.

Ainda segundo a nota, os produtos apreendidos seriam cosméticos, itens de uso pessoal e materiais destinados ao estoque da marca. A defesa afirma possuir imagens do sistema interno de monitoramento que comprovariam a ausência de clientes e de qualquer atividade estética no local, e informou que todas as medidas legais já estão sendo adotadas para esclarecimento do caso.

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