O Ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), aos 73 anos, em Brasília. Ele estava internado no Hospital DF Star e enfrentava havia anos um câncer no pâncreas. Segundo pessoas próximas, Jungmann havia recebido alta recentemente e permanecia em casa sob cuidados paliativos, mas precisou ser novamente hospitalizado no fim de semana.
Natural de Pernambuco, Jungmann construiu uma longa trajetória na política nacional, com passagens marcantes pelo Executivo federal e pelo Congresso Nacional. Ao longo da carreira, foi deputado federal por três mandatos e ocupou cinco ministérios em diferentes períodos da história recente do país.
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, comandou os ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário e a pasta extraordinária de Políticas Fundiárias. Nesse período, também presidiu o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
Já no governo de Michel Temer, Raul Jungmann foi nomeado ministro da Defesa em 2016. Dois anos depois, assumiu o recém-criado Ministério da Segurança Pública, tornando-se o primeiro titular da pasta, responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e pelo sistema penitenciário. O ministério foi extinto no início do governo seguinte.
A militância política de Jungmann começou ainda durante a ditadura militar, quando integrou o PCB na clandestinidade. Após a redemocratização, participou da fundação do PPS — atual Cidadania — legenda à qual permaneceu filiado até 2019. Também exerceu mandato de vereador no Recife e atuou como conselheiro em empresas públicas e privadas.
Raul Jungmann deixa um legado marcado pela atuação em áreas estratégicas do Estado brasileiro, como defesa, segurança pública, meio ambiente e reforma agrária. A morte do ex-ministro repercutiu no meio político nacional, onde era reconhecido pela experiência e pelo trânsito entre diferentes campos ideológicos.














