Ídolo dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, Cláudio Adão, de 70 anos, decidiu acionar a Justiça contra a advogada Joana Prado de Oliveira, acusando-a de desaparecer com R$ 155 mil que havia investido. O ex-atacante afirma que o valor representava sua única economia e que não recebe respostas da profissional há mais de um ano.
O ex-jogador contou que conheceu Joana por meio de amigos e que ela lhe ofereceu a oportunidade de um investimento com rendimentos melhores do que os de instituições financeiras. Um contrato foi assinado prevendo devolução do dinheiro mediante aviso com seis meses de antecedência. Quando pediu a restituição, em maio de 2024, o montante deveria ser de R$ 180 mil. No entanto, segundo Adão e sua esposa, Paula Barreto, a advogada alegou que seus bens estavam bloqueados.
Paula afirma que o casal explicou a necessidade urgente do dinheiro para custear o tratamento de Cláudio, que tem doença de Parkinson, e para ajudar a filha com despesas médicas no exterior. Mesmo assim, nada foi pago. Para eles, o esquema funcionava como uma pirâmide, usando valores de novos investidores para pagar antigos.
Outros profissionais do futebol também relatam prejuízos com a advogada, que já foi diretora jurídica do Botafogo e atuou na Federação de Futebol do Rio. O advogado Theotônio Chermont afirma ter perdido R$ 250 mil em negociações com Joana.
Em nota, a defesa de Joana Prado reconheceu dificuldades financeiras, atribuiu-as a um golpe que teria sofrido e disse estar adotando medidas para reparar os prejuízos. Ela nega má-fé e afirma tratar o caso com transparência e seriedade.
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