O ex-governador Sérgio Cabral pode ser preso de novo após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido de sua defesa para anular todas as decisões do ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro. A decisão foi tomada pelo desembargador Carlos Cini Marchionatti, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que atua como magistrado convocado no STJ.
O recurso buscava invalidar as sentenças de Moro por suposta falta de imparcialidade, incluindo o processo sobre corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A defesa de Cabral teme que a Lava Jato decrete sua prisão para cumprimento de pena.
Os advogados tentavam restabelecer uma decisão anterior do juiz federal Eduardo Appio, que havia considerado Moro parcial. Com a negativa de Marchionatti, a defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso está sob análise. Em junho, o ministro Dias Toffoli pediu vista e suspendeu o julgamento do recurso.
Preso em 2016 e condenado a mais de 390 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, Sérgio Cabral cumpriu seis anos em regime fechado e atualmente está em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Aos 62 anos, o ex-governador virou influencer digital e já declarou o desejo de voltar à política.














