Ex-funcionários sabotam sistema de R$ 10 milhões e agora estão na mira da Polícia Civil do Rio. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagrou neste domingo (3) a Operação Gênesis, que investiga um trio suspeito de ter apagado deliberadamente uma plataforma de inteligência artificial avaliada em milhões, poucos dias antes do lançamento oficial.
Segundo a polícia, os investigados são ex-colaboradores de uma empresa de tecnologia e teriam excluído o sistema — batizado de EVA — diretamente do ambiente de produção, usando senhas corporativas. A plataforma estava pronta para ser lançada e tinha potencial para atingir mais de 20 milhões de usuários.
Além da sabotagem, os agentes descobriram que dois dos envolvidos abriram novas empresas nas últimas semanas, levantando suspeitas de que o grupo estaria preparando uma migração para atuar com base nos dados e conhecimentos obtidos ilegalmente.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seis endereços nos bairros do Méier, Cachambi e também em São João de Meriti. Notebooks, celulares e dispositivos eletrônicos foram apreendidos. Dois investigados prestaram depoimento e foram liberados, mas seguem sendo monitorados.
Segundo as investigações, o caso envolve também roubo de dados, violação de segredos comerciais e uso indevido de equipamentos da empresa. Os ex-funcionários sequer devolveram os notebooks corporativos, que podem conter provas do crime.
Conversas entre os suspeitos revelam que o grupo planejava a transição para uma nova empresa e discutia estratégias de mercado. A polícia agora investiga se houve tentativa de venda ou uso indevido da tecnologia destruída.
A empresa vítima afirma que o prejuízo ultrapassa os R$ 10 milhões e que acionará a Justiça em paralelo à investigação criminal. A DRCI reforça que o caso é grave e pode resultar em penas por crime cibernético, associação criminosa e sabotagem corporativa.














