Ex-BBB é alvo de denúncia por suposta fraude em cota racial no Rio Grande do Sul

ex-BBB Matteus Amaral

Uma denúncia de fraude em cota racial envolvendo o ex-BBB Matteus Amaral e sua mãe, Luciane Amaral, foi encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A investigação apura se ambos se autodeclararam negros de forma irregular para ingressar no Instituto Federal Farroupilha (IFFar), em uma seleção realizada há mais de uma década.

De acordo com o MPF, o órgão não poderá atuar diretamente contra o ex-BBB, pois ele era menor de idade quando participou do processo seletivo. Já sua mãe, que também se autodeclarou negra para cursar agroindústria na mesma instituição, é investigada formalmente pelo Ministério Público estadual.

A denúncia foi apresentada por um ativista de direitos humanos, que pede apuração do crime de falsidade ideológica — previsto no Código Penal para quem insere informações falsas ou omite dados verdadeiros em documentos públicos com a intenção de obter vantagens. Segundo o jornalista Gabriel Perline, o caso voltou a ganhar destaque após a repercussão da participação de Matteus no Big Brother Brasil 24.

Embora o episódio tenha ocorrido há mais de dez anos, movimentos sociais cobram uma resposta das autoridades e defendem o fortalecimento dos mecanismos de verificação em políticas de cotas raciais. A defesa de Matteus informou que não foi notificada oficialmente sobre novas apurações e que, até o momento, não há medidas judiciais contra ele ou seus familiares.

O caso reacende o debate sobre a importância das cotas raciais como instrumento de reparação histórica e inclusão social no ensino público. Especialistas reforçam que a detecção de fraudes é fundamental para garantir que o benefício alcance quem realmente se enquadra nos critérios de vulnerabilidade racial e socioeconômica previstos em lei.

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