Dois irmãos, de 15 e 13 anos, foram apreendidos pela Polícia Federal nesta terça-feira (6) durante uma ação de combate ao estupro virtual infantil na Baixada Fluminense. A operação, realizada em Nova Iguaçu, teve como objetivo reprimir crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de material relacionado a abuso sexual de crianças e adolescentes. Os agentes encontraram arquivos com cenas de violência sexual nos celulares dos adolescentes.
A ação é parte da “Operação Olho de Hórus IV” e se baseia em investigações iniciadas em 2024, após denúncia feita pelo pai de uma das vítimas. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais recolheram celulares e computadores na casa dos irmãos, que agora serão submetidos a perícia para aprofundar as análises.
Segundo a Polícia Federal, o adolescente de 15 anos responderá por ato infracional análogo ao crime de estupro, além da produção, armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. O mais novo, de 13 anos, será responsabilizado pelo armazenamento dos arquivos.
Ambos foram levados para a 52ª DP (Nova Iguaçu), onde foi registrado o caso. A investigação será acompanhada pelo Ministério Público e pela Vara da Infância e da Juventude, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei.
“As investigações continuam para entender se há outros envolvidos ou vítimas. Todo o material passará por perícia digital, o que poderá revelar mais informações sobre o alcance das ações dos adolescentes,” informou a Polícia Federal, em nota divulgada à imprensa.
A operação recebeu o nome de “Olho de Hórus” em referência ao símbolo da mitologia egípcia que representa vigilância e proteção. Segundo a PF, o nome também remete à ideia de onisciência — o “olho que tudo vê” —, reforçando o esforço das autoridades em monitorar e combater crimes cibernéticos que afetam crianças e adolescentes.
A Polícia Federal ressalta que o combate ao estupro virtual infantil depende também da participação da sociedade, por meio de denúncias anônimas que podem ser feitas nos canais oficiais, como o Disque 100 ou diretamente nas delegacias e plataformas da corporação.
O caso acende novamente o alerta para os riscos do ambiente virtual e a importância da supervisão familiar e escolar quanto ao uso de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes. As autoridades reforçam que a prevenção e a educação digital são essenciais para reduzir a incidência de crimes dessa natureza.














