O estupro em Araruama voltou a ganhar repercussão após uma jovem de 26 anos relatar que não se lembra do momento do crime, mas afirmou ter tentado impedir o próprio pai antes de perder a consciência.
Segundo o depoimento, ela havia ingerido bebida alcoólica e tomado medicação antidepressiva no dia, o que a deixou desorientada. Ao chegar em casa, após tomar banho, contou que foi abordada pelo suspeito.
“Ele veio pra cima de mim, querendo me dar um beijo. Eu empurrei e falei que era filha dele, que ia deitar porque estava muito tonta, passando mal. Depois disso, eu não me lembro de mais nada”, relatou, em depoimento.
De acordo com a vítima, o homem ainda teria insistido para que ela consumisse mais bebida antes de ela perder completamente a consciência.
O caso teria ocorrido em fevereiro, mas só foi confirmado no dia 15 de março, quando o suspeito passou a enviar mensagens e áudios com conteúdo sugestivo, fazendo menções diretas ao episódio.
Em uma das mensagens, ele afirma: “não consegui dormir, só pensando em você” e “você sabe que papai gosta de você”. Em áudios, também faz declarações de teor sexual e chega a questionar quanto a jovem gostaria de receber para manter relações com ele.
Após receber o material, a jovem procurou familiares, que tiveram acesso às mensagens e a incentivaram a denunciar o caso.
No dia seguinte, acompanhada da mãe, ela foi até a delegacia para formalizar a denúncia. O registro foi feito na 118ª DP de Araruama, onde apresentou as provas e passou por exame de corpo de delito.
O suspeito foi indiciado por estupro no dia 18 de março. A Polícia Civil também solicitou medidas protetivas, incluindo a proibição de aproximação e contato com a vítima.
A jovem afirmou que segue emocionalmente abalada após o ocorrido, enquanto o caso continua sob investigação das autoridades.
Um relato que expõe não apenas a gravidade do crime, mas também levanta novas discussões sobre proteção, denúncia e o impacto silencioso de casos como esse.














