O caso de estupro coletivo em Copacabana teve um novo desdobramento nesta sexta-feira (17), com a decisão da Justiça de internar um adolescente apontado como um dos envolvidos no crime ocorrido na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A determinação foi feita pela Vara da Infância e da Juventude, que estabeleceu o cumprimento de medida socioeducativa em regime fechado por, no mínimo, seis meses. A decisão leva em consideração a gravidade do caso e os elementos reunidos durante a investigação.
A juíza Vanessa Cavalieri destacou indícios de que o adolescente teria tido participação ativa no planejamento da ação, direcionada contra uma jovem de 17 anos, com quem ele mantinha relação. Outro ponto considerado foi o contexto familiar, apontado como um dos fatores relevantes no processo.
O depoimento da vítima foi colhido por videoconferência, com acompanhamento psicológico, e considerado consistente pela magistrada. Além disso, exames periciais indicaram sinais de agressões físicas, reforçando os elementos analisados pela Justiça.
A decisão também seguiu diretrizes do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, utilizado como base para a análise de casos envolvendo violência contra mulheres.
Segundo informações da Polícia Civil, o adolescente teria atraído a vítima para um apartamento onde o crime aconteceu, no dia 31 de janeiro. Outros quatro suspeitos, todos maiores de idade, permanecem presos e seguem respondendo pelas acusações relacionadas ao caso.














