O caso de estudante preso após lipo irregular ganhou repercussão após a prisão preventiva de um jovem de 21 anos, apontado como responsável pela morte de uma paciente durante um procedimento estético clandestino em Curitiba.
De acordo com as investigações, o suspeito se apresentava como profissional habilitado, alegando atuar como biomédico e dentista, para atrair clientes. Ele realizava procedimentos invasivos sem a devida qualificação e fora das normas exigidas.
Em maio de 2025, uma mulher de 66 anos foi submetida a intervenções estéticas, incluindo lipo de papada, aplicação de plasma facial e lipoenxertia nos seios. Após os procedimentos, a paciente apresentou complicações graves de saúde.
A vítima desenvolveu uma infecção generalizada e acabou morrendo no dia 2 de outubro, vítima de choque séptico. Antes disso, chegou a passar por uma cirurgia de grande porte, com retirada das mamas e parte do tórax.
Mesmo após denúncias e suspeitas envolvendo os atendimentos, o investigado continuou oferecendo os serviços, o que levou à decretação de sua prisão preventiva.
Durante a ação policial, foram apreendidos medicamentos e materiais utilizados nos procedimentos, incluindo seringas novas e já usadas, reforçando os indícios de atuação irregular.
O jovem foi indiciado por homicídio e também por exercício ilegal da medicina. As investigações continuam para apurar se há outras possíveis vítimas envolvidas no caso.
O episódio reforça os riscos de procedimentos estéticos realizados fora de ambientes regulamentados e sem profissionais devidamente qualificados.
Casos como este acendem um alerta importante sobre a necessidade de fiscalização e conscientização para evitar novas tragédias semelhantes.














