Estátua de Betinho vandalizada em Botafogo tem mãos roubadas pela 6ª vez

Estátua de Betinho vandalizada

estátua de Betinho vandalizada em Botafogo voltou a chamar atenção após sofrer um novo ataque na Zona Sul do Rio. Desta vez, criminosos roubaram as mãos da escultura instalada na Praia de Botafogo, marcando o sexto episódio de danos ao monumento desde sua inauguração, em 2024.

A ação foi percebida por pessoas que passavam pelo local e registraram a situação. As imagens mostram a escultura danificada, reforçando o cenário de abandono e vulnerabilidade do espaço público.

Segundo a Secretaria Municipal de Conservação, a obra em bronze já havia sido alvo de outros ataques anteriormente. Em fevereiro deste ano, o beija-flor metálico que fazia parte da escultura — símbolo inspirado em uma fábula associada a Betinho — também foi furtado.

A figura do beija-flor representa uma história conhecida, na qual um pequeno pássaro tenta apagar um incêndio carregando gotas de água, simbolizando a importância de cada indivíduo na transformação social — ideia frequentemente ligada à trajetória de Betinho.

A prefeitura informou que irá registrar a ocorrência e que equipes avaliam medidas para reforçar a segurança do monumento. No entanto, até o momento, não há previsão para a reposição das partes furtadas.

A estátua fica localizada na altura da Rua São Clemente, em um ponto de grande circulação na Praia de Botafogo, região onde o sociólogo viveu e construiu parte de sua história.

Herbert de Souza, conhecido como Betinho, foi um dos nomes mais importantes da luta contra a fome no Brasil. Fundador da Ação da Cidadania, ele liderou iniciativas que mobilizaram o país e ajudaram milhões de pessoas ao longo dos anos.

A organização criada por ele já distribuiu milhares de toneladas de alimentos e é responsável por campanhas como o Natal Sem Fome, uma das maiores ações solidárias da América Latina.

A escolha do local para a instalação da estátua também carrega significado histórico, já que foi naquela região que Betinho fundou o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), hoje ligado à Ação da Cidadania.

Mesmo após sucessivos atos de vandalismo, o monumento segue como símbolo da luta por justiça social, mas também expõe a fragilidade na preservação de espaços públicos na cidade.

E enquanto a memória de Betinho segue sendo atacada, cresce a cobrança por medidas mais efetivas para proteger o patrimônio cultural do Rio e evitar que novos episódios como esse voltem a acontecer.

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