Especialistas desmistificam 5 mitos sobre a doação de rins em vida

Casal Feliz

Quando pessoas saudáveis doam um dos seus rins para transplante, elas oferecem a outros uma oportunidade muito importante de recomeçar a vida. Especialistas da Mayo Clinic estão ajudando a desmistificar alguns dos mitos mais comuns sobre a doação de rins em vida.

“Para pessoas com insuficiência renal, receber um rim de um doador em vida é a melhor opção que existe. Quando as pessoas saudáveis doam um rim, elas dão a alguém uma segunda chance. Isso facilita que os pacientes que precisam de um transplante de rim recebam o órgão de forma mais rápida e levem uma vida mais saudável”, diz a Dra. Carrie Jadlowiec, cirurgiã de transplante na Mayo Clinic em Phoenix.

Mito: Doadores de rim em vida precisam estar com a saúde perfeita

Embora seja importante que os doadores de rim tenham uma boa saúde, não se espera que estejam em condições perfeitas. Por exemplo, alguns doadores em potencial com pressão arterial alta controlada ou com diabetes tipo 2 podem ser elegíveis. Todos os candidatos devem ter pelo menos 18 anos e passar por uma avaliação médica e psicológica rigorosa para garantir que são aptos à doação. Na Mayo Clinic, essas avaliações podem ser realizadas em um único dia.

Mito: Qualquer pessoa com mais de 50 anos não pode ser um doador em vida

Muitas pessoas com mais de 50 anos são doadores em vida. “Aceitamos doadores a partir dos 18 anos. Não há limite máximo de idade para alguém ser um doador de rim. Realizamos uma avaliação completa de todos os doadores em potencial, independentemente da idade, para garantir que sejam candidatos adequados”, explica o Dr. Ty Diwan, cirurgião de transplante na Mayo Clinic em Rochester.

Mito: É necessário ser parente de alguém para ser compatível

Qualquer pessoa pode ser um doador de rim em vida. A doação pode ser feita a um parente, amigo, conhecido ou até anonimamente para quem está na lista de espera. Em alguns casos, quando um doador não é compatível com seu receptor direto, é possível recorrer à doação pareada, em que pares de doadores e receptores são combinados para formar uma cadeia renal. Também há a doação não dirigida, feita a desconhecidos.

Mito: Doadores de rim não poderão ter um estilo de vida ativo após a doação

Na maioria dos casos, os doadores podem retornar às suas atividades normais de quatro a seis semanas após a cirurgia. A maior parte passa por um procedimento laparoscópico, com pequenas incisões que reduzem o tempo de recuperação. Em outros casos, é usada a cirurgia robótica minimamente invasiva. Muitos doadores voltam a praticar corrida, ciclismo e natação normalmente.

Mito: Doar um rim reduz a expectativa de vida

Vários estudos comprovam que doar um rim não reduz a expectativa de vida. Na verdade, doadores costumam viver mais do que a média da população. “Os doadores passam por uma triagem rigorosa antes da doação, e aqueles aceitos geralmente são mais saudáveis do que a população em geral. Essas pessoas continuam adotando estilos de vida saudáveis, o que pode levá-las a uma expectativa de vida ainda maior”, afirma a Dra. Shennen Mao, cirurgiã de transplante na Mayo Clinic em Jacksonville, Flórida.

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