Espaços de Acomodação Sensorial serão criados em escolas municipais do Rio

Espaços de Acomodação Sensorial

Espaços de Acomodação Sensorial serão criados em escolas municipais do Rio para atender alunos com Transtorno do Espectro Autista e estudantes neuroatípicos. A proposta foi aprovada em segunda discussão pela Câmara Municipal durante sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (20).

A medida faz parte de um substitutivo ao Projeto de Lei 730/2025 e tem como objetivo ampliar o acolhimento, o bem-estar e o apoio à regulação emocional desses alunos dentro das unidades da rede municipal de ensino.

O texto aprovado ainda seguirá para redação final antes de ser encaminhado ao Poder Executivo, que poderá sancionar ou vetar a proposta. Caso vire lei, caberá à Prefeitura regulamentar a implantação dos espaços.

Também chamados de áreas de descompressão ou desaceleração, os Espaços de Acomodação Sensorial são ambientes pensados para reduzir a sobrecarga sensorial enfrentada por pessoas autistas e neuroatípicas.

Esses locais deverão ter baixo estímulo visual e sonoro, criando uma estrutura mais adequada para momentos em que o aluno precise se reorganizar emocionalmente durante a rotina escolar.

A proposta prevê ainda o uso de recursos como fones redutores de ruído e objetos reguladores. A ideia é oferecer um ambiente mais tranquilo, seguro e acessível para estudantes que possam ser afetados por excesso de barulho, luz, movimento ou outros estímulos.

Um dos autores do projeto, o vereador Deangeles Percy, do PSD, afirmou que a iniciativa representa um avanço para a educação inclusiva no município.

“A medida fortalece a educação inclusiva, promove acessibilidade, acolhimento e permanência escolar, contribuindo para uma escola mais humana, preparada e sensível à diversidade existente em nossa sociedade”, destacou Deangeles Percy.

Segundo o texto aprovado, os espaços deverão ser instalados em locais estratégicos dentro das escolas. A proposta também determina que sejam áreas de fácil acesso e com sinalização clara e visível.

Para viabilizar a criação e a manutenção desses ambientes, a Prefeitura poderá firmar convênios, parcerias e termos de cooperação com entidades públicas ou privadas.

Além do vereador Deangeles Percy, o substitutivo aprovado também é assinado por comissões da Câmara ligadas à administração pública, educação, direitos da pessoa com deficiência, saúde, bem-estar social, finanças e fiscalização orçamentária.

A criação desses espaços reforça o debate sobre inclusão na rede pública de ensino e sobre a necessidade de adaptação das escolas para atender diferentes formas de aprendizagem, convivência e desenvolvimento.

Com a aprovação em segunda discussão, a proposta avança mais uma etapa no Legislativo carioca. Agora, o futuro dos Espaços de Acomodação Sensorial nas escolas municipais depende da redação final e da análise do Poder Executivo.

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