Entregadora Agredida no Flamengo Recebe Apoio da Comissão de Mulheres da Alerj

Entregadora Agredida no Flamengo

Agressão a Entregadora no Flamengo Gera Repúdio e Acolhimento Institucional

A entregadora Maria Eduarda Sá, que foi brutalmente agredida enquanto exercia sua profissão no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, encontrou amparo na Sala Lilás, um espaço dedicado ao atendimento de mulheres vítimas de violência, vinculado à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O incidente, que chocou o público após a divulgação de imagens de câmeras de segurança, ocorreu na última terça-feira (18). O caso ganhou repercussão rapidamente, levando a Comissão de Mulheres da Alerj a se manifestar e iniciar o acompanhamento do episódio, oferecendo suporte à trabalhadora.

A intervenção da Alerj visa garantir que Maria Eduarda receba a devida orientação e que as medidas legais cabíveis sejam tomadas contra os agressores. A deputada Renata Souza, presidente da comissão, enfatizou a importância de proteger mulheres que trabalham em espaços públicos e estão mais expostas a situações de vulnerabilidade.

O Ataque Durante a Rotina de Trabalho

O episódio de violência contra Maria Eduarda Sá aconteceu enquanto ela realizava uma entrega na região do Flamengo. De acordo com o relato da vítima e as imagens registradas, a entregadora atravessou a rua antes da abertura do semáforo para veículos.

Imediatamente após, um homem se aproximou de forma agressiva e desferiu um tapa em seu rosto. Segundo informações, a jovem também foi alvo de xingamentos. A situação se agravou com a presença de um segundo homem, e a falta de intervenção de populares que presenciaram a cena aumentou a sensação de impunidade.

Acolhimento e Suporte na Sala Lilás

A deputada Renata Souza (Psol) destacou que o caso evidencia a exposição a que mulheres trabalhadoras estão sujeitas, especialmente aquelas que passam grande parte do dia em locais públicos.

“Nada justifica que uma mulher seja agredida, humilhada e violentada enquanto busca garantir o seu sustento. É ainda mais grave perceber que uma agressão acontece em público e que a violência pode ser naturalizada pela omissão de quem presencia”, declarou a deputada Renata Souza.

Ela acrescentou que a jovem trabalhadora precisa ser acolhida e protegida, com seus direitos garantidos. “Vamos acompanhar o caso e cobrar para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, assegurou a parlamentar.

Vulnerabilidades de Mulheres Trabalhadoras

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj ressaltou que a situação de Maria Eduarda deve ser analisada sob a ótica das diversas vulnerabilidades enfrentadas por mulheres que exercem suas profissões nas ruas.

A Comissão de Mulheres da Alerj se comprometeu a apurar os fatos e oferecer todo o suporte necessário para que a entregadora tenha seus direitos resguardados e os agressores sejam punidos conforme a lei.

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