Um entregador de farmácia vive momentos de desespero após ter sua moto furtada na porta de casa, na Estrada do Otero Santo, na Taquara, Zona Oeste do Rio. O crime aconteceu quando o trabalhador descansava e foi registrado por câmeras de segurança.
A vítima é Leonardo, que usa o veículo diariamente para garantir o sustento da família. A moto, que não possui seguro contra roubo e furto, foi comprada por meio de financiamento. Agora, o entregador enfrenta o prejuízo de ter que pagar as 16 parcelas restantes, no valor de R$ 1,7 mil cada uma, somando mais de R$ 27 mil de dívida sem ter a ferramenta de trabalho.
Furto da moto na Taquara compromete renda de entregador
Nas imagens gravadas pelo circuito de vigilância da rua, é possível ver a ação rápida dos criminosos. Uma dupla chegou ao local em outra moto. O passageiro saltou, caminhou em direção ao veículo estacionado de Leonardo, estourou a ignição em poucos segundos e fugiu pilotando a moto do trabalhador. Todo o crime durou menos de dois minutos, sem que vizinhos pudessem intervir a tempo.
Sem a ferramenta de trabalho, Leonardo faz um apelo para que moradores da região ou pessoas que vejam o veículo prestem informações aos órgãos policiais. Para quem depende das entregas diárias para pagar as contas do mês, a perda do transporte representa a interrupção total da renda familiar.
O que muda para quem mora na região da Taquara?
O aumento de furtos e roubos de veículos na Zona Oeste altera a rotina dos moradores da Estrada do Otero Santo e vias do entorno. Trabalhadores que utilizam motocicletas para entregas e deslocamento estão evitando deixar os veículos estacionados na calçada, mesmo por curtos períodos ou na porta de suas residências.
Moradores relatam que a movimentação de suspeitos em motos tem gerado apreensão constante. Em muitos casos, os criminosos circulam pelas ruas residenciais observando veículos sem trava de segurança ou alarme para agir no momento em que a rua estiver vazia.
Como funciona o registro desse tipo de crime?
Em casos de furto ou roubo de veículos, a vítima deve fazer o registro de ocorrência o mais rápido possível. O procedimento pode ser feito presencialmente na delegacia do bairro ou pela internet, por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Para realizar o boletim online ou presencial, é preciso apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de residência e os dados do veículo, como placa, número do chassi e certificado de registro (CRLV). O registro formal é indispensável para alimentar a base de dados dos órgãos de segurança e auxiliar nas rondas do batalhão da área.
Como denunciar e ajudar a recuperar a moto?
Qualquer informação sobre a localização do veículo furtado na Taquara ou sobre os suspeitos que apareceram nas imagens de segurança pode ser repassada de forma totalmente anônima para as autoridades policiais.
- Disque Denúncia: Telefone (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia e garante o sigilo do denunciante.
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares. O cidadão pode enviar fotos, vídeos e localizações exatas.
- Polícia Militar: Em caso de emergência ou se avistar o veículo em circulação, ligue imediatamente para o telefone 190.
- Delegacia da área: O caso pode ser acompanhado pela 32ª DP (Taquara), responsável pelas investigações na região.
Quem responde pela segurança do bairro?
A patrulha ostensiva na região da Taquara é de responsabilidade do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá). O policiamento realiza rondas periódicas pelas vias principais e acessos do bairro. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga a ação de quadrilhas especializadas em furto de motocicletas que atuam na Zona Oeste para tentar identificar os receptadores dos veículos roubados.
Foto: R7 Rio (raspagem)















