A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) publicou, nesta terça-feira (30), uma nota com recomendações para bares, restaurantes, fornecedores, organizadores de eventos e plataformas de comércio eletrônico. O objetivo é reforçar a prevenção contra a intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, após a confirmação de cinco mortes suspeitas em São Paulo.
O comunicado orienta que as compras de bebidas sejam feitas apenas com fornecedores confiáveis e com CNPJ ativo. As empresas devem exigir e guardar notas fiscais, conferir o código de 44 dígitos no Portal de Nota Fiscal Eletrônica e manter atualizado o cadastro de fornecedores com endereço e contatos.
Entre as medidas de segurança, estão a checagem dupla de rótulos, lotes e notas fiscais no momento do recebimento, com abertura das caixas sempre na presença de duas pessoas. Também é recomendado registrar as entregas por meio de comprovantes, imagens de câmeras e relatórios de recebimento. O controle de acesso aos estoques e condições adequadas de armazenamento também são destacados.
A Senacon ainda alerta para sinais que podem indicar adulteração, como lacres tortos, erros de ortografia nos rótulos, embalagens defeituosas, cheiro de solvente e divergências nos números de lote. Caso esses indícios sejam identificados, a recomendação é interromper as vendas, isolar o lote e comunicar imediatamente às autoridades, como Vigilância Sanitária, Procon, Polícia Civil e Ministério da Agricultura e Pecuária.
O governo federal também pediu que os órgãos de defesa do consumidor intensifiquem as fiscalizações em estados onde há maior risco de circulação das bebidas adulteradas, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Segundo o secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, a prioridade é identificar os estabelecimentos onde os produtos foram distribuídos e ampliar a capacidade do sistema de saúde para atender possíveis vítimas.
As autoridades paulistas investigam 22 ocorrências relacionadas ao consumo de bebidas com suspeita de adulteração por metanol. O governador Tarcísio de Freitas confirmou cinco mortes ligadas aos casos, enquanto o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que há indícios de distribuição dessas bebidas para além de São Paulo. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso.














