Eduardo Paes promete 7 hospitais veterinários no Estado do RJ

O pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou a proposta de construir sete hospitais veterinários públicos em diferentes regiões fluminenses e criar núcleos policiais focados no combate aos maus-tratos contra animais. A promessa foi divulgada durante agenda pública realizada no Hospital Municipal Veterinário São Francisco de Assis, no bairro de Irajá, Zona Norte da capital.

Promessa prevê hospitais veterinários e policiamento para proteger animais

A proposta visa expandir para todo o territorio fluminense o modelo de atendimento veterinário público que já funciona no município do Rio de Janeiro. De acordo com o projeto apresentado, cada uma das sete regiões do estado contará com uma unidade hospitalar com capacidade para realizar exames, consultas de especialidades e cirurgias de médio e grande porte de forma gratuita.

Além das unidades de saúde para os bichos, o plano prevê a criação de setores focados na investigação de crimes ambientais e maus-tratos dentro das estruturas policiais estaduais. O objetivo anunciado é garantir que denúncias de abandono e agressões a cães, gatos e outros animais sejam apuradas com maior agilidade em todos os municípios fluminenses.

A intenção é replicar a estrutura da capital, onde a oferta de serviços públicos para animais de estimação registrou aumento nos últimos anos. Dados apresentados mostram que as consultas gratuitas oferecidas pela Prefeitura do Rio subiram de 19.347 atendimentos em 2020 para 42.365 em 2024, evidenciando a alta procura da população por socorro médico veterinário sem custos.

Como devem funcionar os novos hospitais regionais?

O projeto prevê que os sete hospitais estaduais sigam o padrão de atendimento adotado nas maiores unidades da capital fluminense. O local escolhido para o anúncio, em Irajá, serve de espelho para as futuras instalações regionais. A unidade oferece consultas clínicas, cirurgias gerais e ortopédicas, exames laboratoriais e de imagem, além de tratamento específico para doenças graves como a esporotricose, micoze comum que afeta felinos e humanos.

Enquanto a construção e manutenção dos grandes hospitais regionais e os núcleos policiais ficariam sob a responsabilidade direta do Governo do Estado, as ações de rotina deverão ser divididas com as prefeituras locais. Serviços diários essenciais como vacinação antirrábica, microchipagem preventiva e mutirões de castração serão geridos em parceria direta com os municípios.

A microchipagem é apontada como peça fundamental na proposta. O procedimento insere um pequeno chip sob a pele do animal com dados do tutor e do bicho. Essa tecnologia facilita a localização de animais perdidos e ajuda a responsabilizar criminalmente proprietários que praticam o abandono nas ruas.

Quais serviços gratuitos de veterinária já funcionam no Rio?

Para quem mora na capital e precisa de atendimento imediato sem pagar nada, a rede municipal de proteção animal já conta com instalações de grande porte em funcionamento. O leitor pode buscar atendimento em unidades de referência instaladas em pontos estratégicos do município.

  • Hospital Municipal Veterinário São Francisco de Assis: Localizado no bairro de Irajá, na Zona Norte, focado em exames, consultas e cirurgias.
  • Hospital Municipal Veterinário Jorge Vaitsman: Situado no bairro da Mangueira, uma das unidades mais tradicionais da cidade para atendimento clínico e vacinação.
  • Hospital Veterinário de Santa Cruz: Oferece suporte médico aos moradores e protetores da Zona Oeste.
  • Unidades de Atendimento Veterinário (UAVs): Dez postos menores espalhados por bairros cariocas para consultas simples e triagem.
  • Fazenda Modelo: Localizada em Guaratiba, voltada para o acolhimento, recuperação e adoção de animais resgatados.

Além das estruturas fixas, o programa municipal Animal Cidadão leva atendimento itinerante até os bairros mais distantes. A ação móvel oferece aplicação de vacinas antirrábicas, cadastro para castração gratuita, aplicação de microchips e orientação técnica sobre os cuidados necessários com a saúde dos animais domésticos e zoonoses.

Como o morador do Rio pode buscar atendimento e denunciar maus-tratos hoje?

Enquanto os novos hospitais e delegacias especializadas do estado não são implementados, o morador da capital e da Região Metropolitana tem canais oficiais para buscar ajuda médica ou registrar denúncias de abusos contra animais.

Para consultas e emergências na rede pública da capital, é necessário comparecer a uma das unidades municipais com documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência no município do Rio de Janeiro. As senhas de atendimento costumam ser distribuídas no início do dia, por ordem de chegada, com prioridade para casos graves triados na entrada.

Caso você presencie situações de maus-tratos, agressões, privação de alimento ou abandono, a denúncia pode ser feita diretamente aos órgãos competentes. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia e garantia de sigilo absoluto.

Na Polícia Civil, ocorrências relativas a crimes contra animais podem ser registradas presencialmente em qualquer delegacia de bairro ou na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Em casos de emergência com flagrante de agressão em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo número 190.

O que muda na rotina das famílias e protetores independentes?

A ampliação do atendimento público veterinário responde a uma demanda antiga de famílias de baixa renda e protetores independentes da Baixada Fluminense e do interior. Em muitas cidades do estado, não existem opções gratuitas para tratar um animal doente, obrigando tutores a gastarem valores altos em clínicas particulares ou ficarem sem assistência médica.

Se a proposta for levada adiante nos próximos anos, os moradores de municípios do interior e da Baixada não precisarão mais se deslocar por longas distâncias até a capital para conseguir uma cirurgia ou exame veterinário avançado para seus bichos. A distribuição regionalizada promete descentralizar o socorro e reduzir a superlotacao das unidades existentes no Rio.

Além da economia no bolso do trabalhador, a presença de policiais treinados para combater crimes ambientais tende a inibir a prática de abandono nas ruas, problema frequente que afeta a saúde pública das cidades fluminenses. Os desdobramentos sobre cronogramas, orçamentos e locais exatos de instalação dos hospitais estaduais dependem das próximas etapas do processo eleitoral e governamental.

Foto: Diario do Rio (raspagem)

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