O cenário político do Rio de Janeiro ganha um novo capítulo nesta sexta-feira (20), quando Eduardo Paes deixa prefeitura do Rio e transmite o cargo ao vice-prefeito Eduardo Cavaliere, em cerimônia marcada para o Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul.
A saída ocorre em meio à movimentação de Paes como pré-candidato ao governo do estado. Nas redes sociais, o agora ex-prefeito publicou um vídeo no início da manhã, classificando a decisão como a mais importante de sua trajetória política e afirmando que deixa a cidade “em boas mãos”. Ao fundo, a música “O Bem”, de Arlindo Cruz, marcou o tom da despedida.
Apesar de, durante a campanha eleitoral de 2024, ter afirmado que não deixaria o cargo, Paes já vinha sinalizando ao longo do último ano a possibilidade de renúncia em 2026. O tema chegou a ser mencionado inclusive no lançamento do plano estratégico 2025-2028, que previa metas para áreas como transporte, segurança e infraestrutura.
Este foi o quarto mandato de Eduardo Paes à frente da Prefeitura do Rio. Ele já havia governado a cidade em três períodos anteriores: de 2009 a 2012, de 2013 a 2016 e novamente entre 2021 e 2024, consolidando uma das trajetórias mais longas no comando do Executivo municipal.
Nos últimos dias à frente da prefeitura, Paes participou da implementação da Força Municipal, lançada no dia 15, e também protagonizou embates políticos com o governador Cláudio Castro, evidenciando o clima de disputa no cenário estadual.
Com a saída, Eduardo Cavaliere assume o comando da cidade e entra para a história como o prefeito mais jovem do Rio de Janeiro, aos 31 anos. Curiosamente, o segundo mais jovem a ocupar o cargo foi o próprio Paes, que assumiu em 2009 aos 39 anos.
A mudança no comando da capital fluminense acontece em um momento estratégico e pode influenciar diretamente os rumos políticos do estado nos próximos meses.














