O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes confirma quando deixará a Prefeitura do Rio para disputar o governo estadual. O anúncio foi feito no domingo (1º), durante uma visita informal a um bar da Zona Norte da capital fluminense, quando o gestor revelou que deixará o cargo no dia 20 de março.
A decisão ocorre dentro do calendário eleitoral, já que a legislação exige que ocupantes de cargos no Executivo se afastem da função para concorrer nas eleições de outubro. Mesmo com o prazo legal se estendendo até o início de abril, Paes optou por antecipar sua saída, estratégia que permite iniciar mais cedo a articulação política no estado e organizar a transição no município.
Com a saída do prefeito, a administração da cidade deverá passar para Eduardo Cavaliere, vice-prefeito e correligionário de Paes no PSD. Nos últimos meses, Cavaliere tem acompanhado de perto agendas oficiais, eventos públicos e compromissos institucionais, movimento visto como preparação natural para assumir o comando do Executivo municipal.
A mudança no comando da Prefeitura do Rio também impacta diretamente o cenário político fluminense. A pré-candidatura de Paes ao Palácio Guanabara altera o equilíbrio das forças para 2026, enquanto partidos adversários intensificam discussões internas sobre possíveis nomes para a disputa.
Nos bastidores, cresce a expectativa em torno do Partido Liberal (PL), legenda do atual governador Cláudio Castro, que também deve deixar o cargo no próximo ano para concorrer a uma vaga no Senado. A possível saída simultânea dos chefes do Executivo municipal e estadual tende a acelerar negociações, alianças e rearranjos políticos no Rio de Janeiro.














