A reabertura da UPA de Costa Barros foi confirmada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) neste sábado (18). A unidade, localizada na Zona Norte do Rio, voltará a funcionar no dia 27 de outubro após permanecer fechada desde 30 de setembro, quando criminosos armados invadiram o local e sequestraram dois pacientes. O prefeito destacou que a Prefeitura não deixará de prestar serviços públicos em nenhum território da cidade, apesar das ameaças à segurança dos profissionais de saúde.
Durante visita à unidade ao lado do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, Paes afirmou que o espaço passou por reformas e recebeu novos equipamentos de monitoramento. Câmeras foram instaladas tanto na área interna quanto na fachada, e materiais próximos do vencimento foram substituídos para garantir o pleno funcionamento dos atendimentos.
“Conversei com o governador Cláudio Castro pela manhã, e mais uma vez ele reafirmou o compromisso das forças de segurança pública na proteção dos profissionais. Quero deixar um recado claro: a Prefeitura do Rio de Janeiro não vai deixar de prestar serviço público em nenhum território desta cidade. É inaceitável que esses vagabundos fiquem ameaçando profissionais de saúde e prejudicando o atendimento à população”, disse o prefeito à imprensa.
A unidade estava sem câmeras de vigilância no momento da invasão — uma determinação imposta por criminosos da região. Segundo fontes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), a reinstalação dos equipamentos faz parte das melhorias implementadas para permitir a retomada segura do serviço. O entorno da unidade permanece com policiamento reforçado por tempo indeterminado, conforme determinação do comando da Polícia Militar.
A UPA de Costa Barros é uma das mais afetadas pela violência urbana no município. Nos últimos meses, o carro de uma médica chegou a ser atingido por tiros em frente à unidade, e uma ambulância foi sequestrada com profissionais dentro, além de granadas encontradas nas proximidades. Entre janeiro e setembro deste ano, 78 pessoas baleadas foram atendidas na unidade — quase o dobro de todo o ano anterior.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, desde 2023 a Prefeitura tem enviado ofícios às secretarias estaduais de Segurança Pública e de Polícia Militar solicitando ações para garantir o funcionamento das unidades de saúde em áreas de risco. Somente em 2025, mais de 780 clínicas da família ou centros municipais precisaram fechar temporariamente devido à violência armada, e quase 2 mil atendimentos externos foram interrompidos.
Após a invasão da UPA e do Hospital Municipal Pedro II, a Prefeitura reforçou os pedidos de apoio às forças estaduais, mas ainda aguarda retorno formal. Mesmo diante do cenário de insegurança, o município assegura que os serviços de saúde continuarão sendo prestados em todas as regiões do Rio.














