Dra. Frankenstein tem agora 13 denúncias registradas junto à Polícia Civil de Goiás após a prisão da dentista Valéria Ribeiro, de 33 anos, acusada de causar deformações no rosto de pacientes durante procedimentos estéticos. Inicialmente, sete pessoas haviam procurado as autoridades.
A dentista foi presa na última quinta-feira (28), em Goiânia. Um dia depois, a Justiça manteve a prisão após audiência de custódia. Na mesma operação, a clínica de luxo onde ela atendia também foi interditada pelas autoridades.
Nas redes sociais, Valéria se apresentava como especialista em procedimentos como lipo de papada, rinoplastia e bichectomia. Segundo os relatos feitos à polícia, pacientes afirmaram ter sofrido complicações após os atendimentos.
Entre os problemas relatados estão infecções, fibroses, cicatrizes permanentes e outras consequências graves. Uma das vítimas, de acordo com a investigação, chegou a correr risco de internação em Unidade de Terapia Intensiva e teria recebido cuidados da própria dentista em casa.
A operação foi realizada por agentes do 4º Distrito Policial de Goiânia, com apoio da Vigilância Sanitária. Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.
As autoridades também determinaram o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 600 mil. O objetivo é aprofundar a apuração sobre a atuação profissional da investigada e os danos relatados pelas pacientes.
De acordo com a Polícia Civil, a dentista realizava procedimentos incompatíveis com sua habilitação profissional. Apesar de atuar como cirurgiã-dentista, ela não teria qualificação para executar cirurgias plásticas nem procedimentos bucomaxilofaciais de maior complexidade.
A advogada Caroline Bittar, que até então representava Valéria, informou que não atua mais na defesa da investigada. O espaço permanece aberto para manifestação da nova defesa.
Em nota, o Conselho Regional de Odontologia de Goiás informou que a profissional mantém registro ativo e que acompanha o caso. O órgão ressaltou que procedimentos estéticos e cirúrgicos faciais só podem ser feitos por cirurgiões-dentistas devidamente habilitados e com especialização comprovada.
Com o aumento no número de queixas, a investigação deve avançar para identificar a extensão dos atendimentos realizados e a responsabilidade da dentista em cada caso relatado.














