Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj ocorreu nesta sexta-feira em uma sessão marcada pela ausência de deputados de oposição, que optaram por não participar da votação. O parlamentar do PL recebeu 44 votos favoráveis e uma abstenção, consolidando seu retorno ao comando da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Ao todo, 25 deputados ligados a partidos como PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL não compareceram ao plenário. O grupo está alinhado ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, que desponta como pré-candidato ao governo estadual e figura como principal nome da oposição ao bloco político que sustentou a eleição de Ruas. A estratégia de esvaziamento foi definida pouco antes do início da sessão.
Essa não é a primeira vez que o deputado é escolhido para a presidência da Casa. Em março, ele já havia sido eleito com 45 votos, mas a decisão foi anulada horas depois pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após questionamentos apresentados por partidos como PSD e PDT.
O cenário político do estado segue em aberto. Sem governador ou vice em exercício, e com o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, afastado por decisão judicial, o comando do governo estadual está atualmente nas mãos do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
O entendimento do tribunal é de que Couto permanece no cargo até que o Supremo Tribunal Federal defina como será realizada a eleição-tampão para a sucessão do governador Cláudio Castro. Dessa forma, mesmo com a eleição confirmada para a presidência da Alerj, Douglas Ruas não assume o governo do estado neste momento.
Formado em direito, Ruas já atuou em secretarias municipais e presidiu o Instituto Estadual do Ambiente. Ele foi eleito deputado estadual em 2022 com uma das maiores votações da história do Rio de Janeiro e iniciou sua trajetória política sob influência do pai, Capitão Nelson, atual prefeito de São Gonçalo. Recentemente, também foi anunciado como pré-candidato ao governo estadual pelo PL.
Agora, o desdobramento dessa eleição deve influenciar diretamente os próximos movimentos políticos no estado, especialmente diante da indefinição sobre o comando do governo e o calendário eleitoral.














