Dólar sobe a R$ 5,58 com tensão sobre tarifas dos EUA

Dólar

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (14) com alta de 0,66%, cotado a R$ 5,58, o maior valor desde 5 de junho. A valorização ocorreu em meio à tensão com tarifas dos EUA, após o anúncio do presidente Donald Trump sobre a imposição de uma taxa de 50% às exportações brasileiras a partir de agosto.

A expectativa de uma resposta do governo brasileiro e o clima de incerteza fiscal também pressionaram a moeda americana, que chegou a bater R$ 5,5937 na máxima do dia. O dólar já acumula alta de 2,76% em julho, após ter registrado perdas no primeiro semestre de 2025.

“O mercado está em modo defensivo e monitora os próximos passos de Brasília diante do tarifaço americano”, afirmou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Além das tarifas, o recuo das cotações do petróleo impactou o real, enquanto Trump voltou a ameaçar tarifas secundárias contra a Rússia caso não haja avanços em um cessar-fogo na Ucrânia nos próximos 50 dias.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que o decreto de reciprocidade já está pronto e será publicado nesta terça-feira (15), sinalizando que o Brasil pode adotar medidas de proteção comercial.

O time de economistas do Itaú avaliou que o cenário internacional, somado às incertezas fiscais locais, limita qualquer valorização mais expressiva do real. A projeção do banco é de câmbio a R$ 5,65 no final de 2025.

Contexto internacional

O Dollar Index (DXY), que mede a força do dólar frente a outras moedas fortes, subiu mais de 1,30% em julho. As medidas protecionistas anunciadas por Trump também geram cautela entre os investidores, que aguardam definições sobre o impacto nos fluxos comerciais globais.

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