O DJ Julio EleMesmo, conhecido como “o Crocante”, viralizou nas redes sociais ao compartilhar um relato marcante sobre o que viveu enquanto esteve em coma no Rio de Janeiro. A publicação foi feita após ele assistir a uma reportagem sobre Alpha Kabeja, um ugandense que acordou com memórias de uma vida paralela, e que também ganhou destaque na imprensa brasileira.
Julio descreveu uma experiência intensa e emocional, afirmando que, durante o coma, sentiu como se sua consciência tivesse habitado a mente de outro homem — negro, alto, de classe média, casado com uma mulher loira de cabelos curtos e que trabalhava em um escritório com uma grande janela de vidro. “Chegou um ponto que eu preferiria estar na cabeça dele, já que lá eu não estava preso em um quarto”, contou.
O DJ, que chegou a pedir à esposa, a jornalista Maíra Gama, que se despedisse e o deixasse morrer, passou por momentos críticos até ter um quadro de melhora após a amputação de um pé. “Eu encerrava a minha tentativa de sobreviver para começar uma jornada de reabilitação. E os pesadelos e essas experiências extracorpóreas se encerraram”, relatou.
A semelhança com o caso de Kabeja chamou a atenção dos internautas. O ugandense, após um acidente, acordou dizendo lembrar de uma vida alternativa, o que médicos classificaram como amnésia pós-traumática, quando o cérebro preenche lacunas com histórias criadas.
Julio, DJ desde os 14 anos e natural da Ilha do Governador, concluiu seu relato de forma impactante: “Não sei se era delírio, droga, espírito ou morfina. Mas se eu não escrevesse isso, sentia que ia explodir”.














