O diretor-adjunto penitenciário Márcio Douglas Moraes Amanajás foi exonerado após ser apontado como suspeito na morte do major da Polícia Militar Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos, baleado em frente a um bar na Zona Sul da capital.
A decisão de afastamento definitivo do cargo em comissão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira. O crime aconteceu durante a madrugada do último domingo, após um desentendimento generalizado que reuniu policiais penais e o oficial da corporação militar.
A dinâmica da confusão que acabou em tragédia na porta de bar
De acordo com os primeiros relatos colhidos no local, Anderson Leite Rodrigues Fernandes estava nas imediações de um estabelecimento comercial quando começou um confronto verbal. A discussão evoluiu rapidamente para agressões e disparos de arma de fogo na calçada, assustando frequentadores e moradores da vizinhança.
Durante o tiroteio, o major da PM acabou atingido por tiros. Ele chegou a receber socorro imediato, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos provocados pelos disparos e faleceu pouco tempo depois do ocorrido. O caso causou forte repercussão entre as forças de segurança estaduais pelo fato de envolver agentes da ativa na cena do crime.
Márcio Douglas Moraes Amanajás ocupava a função de diretor-adjunto no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen-AP). Com o avanço das apurações preliminares que indicaram sua presença e envolvimento direto no tumulto, a administração estadual optou pelo desligamento imediato para evitar interferências nas investigações criminais.
O que já se sabe sobre o caso
Até o momento, a linha de investigação trabalha para detalhar quem efetuou os disparos que mataram o policial militar. A perícia da Polícia Civil realizou o recolhimento de estojos e projéteis no chão do bar e apreendeu armas para exames de balística.
Testemunhas que estavam no local no momento da confusão começaram a prestar depoimentos formais. Além disso, investigadores recolheram imagens gravadas por câmeras de segurança de comércios próximos para montar a cronologia exata dos fatos, desde o início do desentendimento até a fuga dos envolvidos.
A defesa de Márcio Douglas Moraes Amanajás ainda não apresentou manifestação pública detalhada e o espaço segue aberto para o posicionamento formal de seus advogados sobre a exoneração e sobre as acusações.
Quem responde por isso
A investigação criminal está sob os cuidados da delegacia especializada em homicídios da Polícia Civil, que conduz os inquéritos técnicos. Cabe ao setor ouvir os policiais penais presentes na data, checar registros de porte de arma e cruzar laudos do Instituto Médico Legal com os exames balísticos.
No âmbito administrativo, a Corregedoria do Instituto de Administração Penitenciária abriu procedimento próprio para apurar condutas disciplinares funcionais. A Polícia Militar acompanha todo o trâmite das investigações através de seus setores de inteligência e presta suporte social aos familiares do major Anderson Fernandes.
Como denunciar
Cidadãos que presenciaram a ocorrência na Zona Sul ou que possuem gravações em vídeo feitas pelo celular podem enviar informações de maneira totalmente sigilosa para ajudar a elucidar os detalhes da ocorrência.
As informações podem ser passadas pelo telefone 181, o canal tradicional de denúncias das forças de segurança, onde o anonimato é garantido por lei e a ligação é gratuita. Em situações urgentes ou de risco imediato na rua, a população deve ligar imediatamente para o 190 da Polícia Militar, com atendimento 24 horas por dia em todo o território nacional.















