A diplomação de vereadora em Casimiro de Abreu foi marcada pela Justiça Eleitoral para a próxima terça-feira, dia 12 de maio, às 14h. Maria de Fátima Canejo Francisco, a Fátima, do Solidariedade, será diplomada para assumir a vaga deixada por Pedro Gadelha, do União Brasil, que teve o mandato cassado.
Fátima foi declarada titular da cadeira após o reprocessamento da totalização das Eleições Municipais de 2024. O procedimento foi realizado no dia 28 de abril, depois da decisão que cassou o mandato de Gadelha por suspeita de compra de votos.
A cerimônia será realizada no Cartório Eleitoral do Fórum de Casimiro de Abreu. Além da nova vereadora, também serão emitidos diplomas para suplentes do Solidariedade até a terceira colocação. No entanto, apenas Fátima participará da solenidade.
Os demais suplentes poderão retirar os documentos posteriormente no Cartório Eleitoral. Em 2024, Fátima recebeu 780 votos, o equivalente a 2,90% dos votos válidos no município.
O Solidariedade integrou a coligação que apoiou a candidatura do prefeito eleito Ramon, do PL. O União Brasil, partido do vereador cassado, também fazia parte do mesmo grupo político.
Com a mudança na Câmara Municipal, o União Brasil passa a ter apenas um vereador. Já o Solidariedade chega a três cadeiras e se torna a maior bancada do Legislativo de Casimiro de Abreu.
A alteração na composição da Câmara ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cassar o mandato de Pedro Gadelha. A decisão foi baseada em suspeita de captação ilícita de votos durante as eleições de 2024.
No início de abril, o Tribunal Superior Eleitoral negou um pedido liminar apresentado pela defesa do vereador para suspender os efeitos da decisão do TRE-RJ. O caso foi analisado pelo ministro André Mendonça.
Na decisão, o ministro rejeitou o recurso sem avaliar o mérito sobre culpa ou inocência do parlamentar. O pedido foi barrado porque a defesa não apresentou documentos considerados essenciais para análise do processo.
Entre os documentos ausentes estavam cópias integrais das decisões anteriores, comprovantes de prazos e a petição completa do recurso. Com isso, os efeitos da decisão regional foram mantidos.
De acordo com o processo, fiscais da Justiça Eleitoral realizaram uma abordagem após denúncia anônima e apreenderam R$ 2.400 em dinheiro, uma lista com nomes e dados de 14 eleitores e centenas de santinhos do candidato.
O material estava com um homem apontado como ligado diretamente à campanha de Pedro Gadelha. Ele estava em uma motocicleta que, segundo a apuração, pertencia à esposa do vereador.
Para o TRE-RJ, o conjunto de provas indicou a existência de um possível esquema estruturado de compra de votos. Mesmo sem flagrante de entrega direta de dinheiro a eleitores, o tribunal entendeu que o então candidato tinha conhecimento da prática ou teria sido beneficiado por ela.
Com a diplomação marcada, Fátima passa a ocupar oficialmente a vaga na Câmara Municipal. A posse deve consolidar a nova configuração política do Legislativo local após os desdobramentos da eleição de 2024.














