Dinho da Portela morre aos 89 anos e deixa luto na escola de Madureira

Dinho da Portela morreu na manhã desta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 89 anos, deixando em luto a comunidade da escola de samba de Madureira, na Zona Norte. Osvaldo Veiga, nome de batismo do sambista, era considerado um dos integrantes mais antigos da Velha Guarda da Portela. A causa da morte não foi divulgada.

Ligado à agremiação há décadas, Dinho fazia parte do grupo que reúne componentes históricos da escola e ajudou a manter viva a tradição de uma das mais importantes instituições do samba carioca. Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma figura respeitada entre portelenses e admiradores da Majestade do Samba.

Segundo informações divulgadas pelo g1 Rio, Dinho integrava a Velha Guarda há quase 40 anos. Além de sua presença marcante nos compromissos da escola, ele também atuou como diretor comercial do grupo e, no ano passado, foi eleito vice-presidente da Galeria Velha Guarda (GVG), responsável pela organização de eventos e compromissos dos artistas.

A Portela publicou uma nota de pesar lamentando a morte do sambista e ressaltando sua ligação afetiva com a escola da águia. O comunicado foi assinado pelo presidente da agremiação e pela diretoria.

Em nota divulgada pela Portela, a escola afirmou: “Dinho deixa uma trajetória marcada pela amizade, pelo respeito e pelo amor à Majestade do Samba”.

A morte de Dinho representa a perda de uma personalidade que ajudou a fortalecer a memória e a identidade da Portela. Sua história se confunde com a trajetória recente da Velha Guarda, segmento que preserva nomes, histórias e tradições fundamentais para o samba.

Na escola de Madureira, o legado de Dinho permanece associado à dedicação, ao respeito pela cultura popular e ao carinho pela bandeira azul e branca, símbolos que acompanharam boa parte de sua vida.

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