Despedida com emoção marca velório de policial morto em megaoperação no Rio

Familiares de Marcus Vinicíus Cardoso Carvalho se emocionaram no Cemitério da Cacuia

O velório do policial morto em megaoperação Marcus Vinícius Cardoso Carvalho, conhecido pelos colegas como “Máskara”, foi marcado por emoção e homenagens na tarde desta quarta-feira (29). A cerimônia aconteceu no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, e reuniu familiares, amigos e colegas de farda que prestaram as últimas homenagens ao agente da Polícia Civil.

Marcus, de 43 anos, atuava há mais de duas décadas na corporação e estava lotado na 53ª DP (Mesquita). Ele foi uma das quatro vítimas fatais entre os agentes de segurança durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro. O sepultamento ocorreu por volta das 13h30, sob aplausos e homenagens de companheiros de trabalho.

Nas redes sociais, o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, lamentou a perda do policial e prestou solidariedade aos familiares. “A Polícia Civil se solidariza com as famílias e amigos, compartilhando a dor dessa irreparável perda. Os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes. A resposta está vindo, e à altura”, escreveu o secretário.

Outros três policiais também morreram durante a operação: os sargentos Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves, do Bope, e o agente Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP (Pavuna). As mortes ocorreram durante confrontos intensos que mobilizaram mais de 2,5 mil policiais civis e militares em uma ação conjunta contra o crime organizado.

A Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28), resultou em 115 suspeitos mortos, 113 presos e 10 adolescentes apreendidos. As forças de segurança também apreenderam 91 fuzis, 26 pistolas, 14 artefatos explosivos e grandes quantidades de drogas. Segundo o governo estadual, a ofensiva teve como objetivo capturar lideranças do Comando Vermelho e conter a expansão territorial da facção.

Enquanto o Estado comemora o resultado da operação, o clima nas comunidades é de dor e tensão. A perda de agentes como Marcus Vinícius reforça o peso da violência urbana que atinge tanto moradores quanto policiais. Entre lágrimas e orações, familiares se despediram do servidor, lembrado como um profissional dedicado e querido entre os colegas.

A memória de “Máskara” agora se soma à de tantos outros agentes que perderam a vida no cumprimento do dever — um lembrete do alto custo das operações que marcam a história recente do Rio de Janeiro.

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