A desapropriação de garagens de ônibus no Rio passou a incluir imóveis que ainda estão em funcionamento, após decreto publicado nesta terça-feira (7) no Diário Oficial do Município. A medida envolve 18 endereços ligados a empresas do transporte coletivo.
Segundo a Prefeitura do Rio, a iniciativa tem como objetivo viabilizar a construção de novas garagens e garantir a infraestrutura necessária para a continuidade do sistema de ônibus na cidade.
Os imóveis atingidos estão localizados principalmente nas Zonas Norte e Oeste e incluem tanto unidades desativadas quanto garagens que seguem operando normalmente.
Entre as empresas afetadas estão nomes importantes do transporte municipal, como Braso Lisboa e Transportes Campo Grande, além de outras viações como Pavunense, Viação Novacap e Auto Viação Jabour.
O decreto também inclui espaços de empresas que já não atuam mais no sistema, como as antigas Viações Real e Vila Isabel, cuja garagem foi interditada anteriormente pela própria prefeitura.
De acordo com o texto oficial, as garagens de ônibus são consideradas estruturas essenciais e estratégicas para o funcionamento do transporte público, o que justifica a desapropriação dos imóveis.
Apesar da medida já estar em vigor, ainda não foram divulgados detalhes sobre como será feita a ocupação dos locais ou o impacto direto nas operações das empresas envolvidas.
Em fevereiro, outros 25 terrenos já haviam sido declarados de utilidade pública em bairros como Bangu, Realengo e Ilha do Governador, em uma ação semelhante.
Procurada, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) não explicou os motivos para incluir garagens em funcionamento na lista. A Rio Ônibus também foi acionada, mas não havia se manifestado até a última atualização.
O que ainda não foi esclarecido sobre essa decisão pode influenciar diretamente o futuro do transporte coletivo na cidade.














