Desabamento no Maracanã mata mãe e deixa criança soterrada por horas

desabamento no Maracanã

O desabamento no Maracanã provocou a morte de uma mulher de 40 anos e mobilizou uma grande operação de resgate na madrugada desta segunda-feira (2), na Zona Norte do Rio de Janeiro. Duas casas de dois pavimentos ruíram na área da antiga favela do Metrô, soterrando moradores enquanto dormiam.

A vítima fatal foi identificada como Michele Martins, que ficou presa sob os escombros por cerca de cinco horas ao lado da filha, de 7 anos. A criança foi retirada com vida e encaminhada para atendimento médico após ser localizada pelas equipes de salvamento.

Michele MartinsO Corpo de Bombeiros confirmou o óbito da mãe por volta das 6h41. Pouco antes, às 6h24, os militares conseguiram alcançar a menina, identificada como Ágatha Martins, que recebeu os primeiros cuidados ainda no local antes de ser levada ao hospital.

O desabamento aconteceu em imóveis localizados na Avenida Rei Pelé, na altura da Rua Oito de Dezembro. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que teria causado o colapso das estruturas, nem atualizações detalhadas sobre o estado de saúde da criança resgatada.

Além da morte confirmada, outras oito pessoas ficaram feridas. Apenas uma adolescente de 14 anos precisou ser levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, para avaliação médica.

Moradores da região relataram que o desabamento ocorreu por volta de 1h30, após um dia marcado por forte calor e registros de chuva em diversas áreas do Grande Rio, principalmente na Zona Norte e na Baixada Fluminense. A Defesa Civil havia emitido um alerta de chuva forte na noite anterior.

Eu estava dormindo. Eu acordei já com o barulho e aquela fumaceira. Não deu para fazer nada. Eu vi minha mãe soterrada com minha sobrinha, e eu e minha irmã conseguimos tirá-las, relatou uma moradora, em depoimento à TV Globo.

Duas das três faixas da avenida no sentido Méier precisaram ser interditadas para o atendimento da ocorrência. A Defesa Civil do Rio de Janeiro também atua no local para avaliar os riscos e orientar os moradores da área.

Cerca de 50 militares de sete quartéis participaram da operação, incluindo equipes especializadas em salvamento em desastres.

Estamos com vários bombeiros militares atuando aqui, distribuídos em sete unidades. As estruturas colapsaram como se fossem panquecas. Localizamos as duas vítimas que ainda faltavam, uma criança e uma mulher adulta, afirmou o major Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, em entrevista.

Limpatech