Deputado Renan Jordy é acusado de agredir bombeiro após pane em elevador da Alerj, episódio registrado minutos depois do encerramento da sessão que decidiu pela soltura de Rodrigo Bacellar. O incidente aconteceu na sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e provocou forte repercussão política.
De acordo com relatos de testemunhas, o elevador onde estavam deputados e assessores apresentou pane e permaneceu parado por cerca de 15 a 20 minutos. Entre os ocupantes estavam parlamentares de diferentes partidos, incluindo Renan Jordy. O resgate foi realizado por um bombeiro civil após acionamento da Defesa Civil da Casa.
Segundo pessoas que presenciaram o momento da liberação, Jordy teria saído do elevador visivelmente alterado, sem camisa, suado e bastante agitado. Ainda conforme os relatos, ele teria desferido um soco no peito do bombeiro responsável pelo resgate, o que gerou imediata indignação entre servidores e parlamentares que estavam nas proximidades.
Pouco tempo depois, o episódio foi levado ao plenário por deputados do PSOL, que pediram providências formais da Mesa Diretora. A deputada Renata Souza informou que irá protocolar uma representação para que a suposta agressão seja apurada oficialmente.
O clima já era de forte tensão no prédio devido à votação que revogou a prisão de Rodrigo Bacellar, realizada momentos antes em meio a intensos debates políticos e reforço no esquema de segurança.
Questionado sobre o ocorrido, o deputado Renan Jordy negou qualquer tipo de agressão e afirmou que passou mal após ficar confinado no elevador. Em declaração pública, o parlamentar apresentou sua versão dos fatos.
“Circula a acusação de que eu teria agredido um bombeiro após ficar preso em um elevador na Alerj. Repito com toda a serenidade e firmeza: isso é falso. Estávamos 13 pessoas confinadas por cerca de 20 minutos em um elevador parado, sob um calor sufocante. Tenho crise de ansiedade e claustrofobia, e saí do local apresentando os sintomas naturais dessas condições — falta de ar, tontura e desorientação momentânea. Não houve agressão, não houve desrespeito, não houve sequer discussão. Foi apenas um acidente em uma situação extrema.” – Nota oficial de Renan Jordy.
Na mesma nota, o deputado também afirmou ser defensor das forças de segurança e citou repasses de emendas ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, alegando que a acusação teria motivação política.
Até o momento, a Alerj não divulgou oficialmente se será aberta investigação interna sobre o caso. O bombeiro envolvido no resgate também ainda não se pronunciou publicamente.
NOTA OFICIAL
Circula a acusação de que eu teria agredido um bombeiro após ficar preso em um elevador na Alerj.
Repito com toda a serenidade e firmeza: isso é falso.
Estávamos 13 pessoas confinadas por cerca de 20 minutos em um elevador parado, sob um calor sufocante. Tenho crise de ansiedade e claustrofobia, e saí do local apresentando os sintomas naturais dessas condições — falta de ar, tontura e desorientação momentânea.
Não houve agressão, não houve desrespeito, não houve sequer discussão. Foi apenas um acidente em uma situação extrema.
Sou, e sempre fui, um defensor fiel das instituições de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro e dos seus agentes:
– Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ)
– Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ)
– Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ)
Inclusive, recentemente destinei R$ 200 mil em emendas parlamentares para fortalecer o Corpo de Bombeiros Militar de Niterói, porque reconheço o valor, o sacrifício e a importância de cada profissional que arrisca a própria vida para salvar outras.
O que acontece agora é aquilo que já conhecemos: a esquerda age de forma maldosa, distorcendo fatos para tentar me difamar.
Mas deixo claro — não vou permitir que isso aconteça.
Meu compromisso é com a verdade, com o povo do Rio de Janeiro e com as instituições que protegem nossas famílias.














