Demissões na Heineken ocorrem após retração nas vendas

Heineken

As demissões na Heineken ocorrem após retração nas vendas e devem atingir entre seis mil e sete mil funcionários no mundo, o equivalente a cerca de 7% da força de trabalho global da empresa, que soma aproximadamente 87 mil empregados.

A fabricante da Heineken, Amstel e outras marcas informou que os cortes serão concentrados principalmente na Europa. A decisão ocorre em meio à queda no consumo de cerveja, influenciada pelo aumento de preços e pela mudança no comportamento dos consumidores, que vêm reduzindo a ingestão de álcool.

Segundo dados divulgados pela companhia, o volume global de vendas de cerveja caiu 2,4% em 2025, desempenho considerado ligeiramente melhor do que o projetado por analistas, mas ainda dentro de um cenário de retração.

O plano de redução do quadro de funcionários será implementado ao longo de dois anos e faz parte do programa estratégico EverGreen 2030, que prevê economia anual entre € 400 milhões e € 500 milhões. A empresa também aposta em ganhos de produtividade e maior uso de tecnologia para conter custos.

No mercado financeiro, as ações da Heineken chegaram a subir até 5,5% em Amsterdã após o anúncio. A empresa projeta crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% neste ano.

Em relação ao Brasil, o CEO Dolf van den Brink demonstrou cautela nas projeções de curto prazo, apesar de eventos como clima mais quente e competições esportivas. Segundo ele, o foco será na gestão do portfólio de marcas e na estratégia de preços.

Mesmo com o cenário desafiador, a companhia mantém otimismo no médio e longo prazo, especialmente em mercados emergentes como Vietnã e África do Sul, onde fatores demográficos e aumento da renda sustentam a expectativa de crescimento.

As demissões na Heineken refletem um movimento mais amplo do setor, que busca se adaptar às novas dinâmicas de consumo no período pós-pandemia e ao ambiente econômico global ainda incerto.

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