Bernardo Leal aposta na experiência na segurança pública e inclui entre as propostas acessibilidade para pessoas com deficiência, esporte, saúde e educação
Um dos policiais feridos durante a Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, o delegado Bernardo Leal Annes Dias, 46 anos, trocou a linha de frente da Polícia Civil pela disputa eleitoral. Filiado ao Progressistas (PP), ele concorre a uma vaga de deputado estadual pelo Rio de Janeiro com o número 11222.
O delegado ganhou projeção após ser atingido por um tiro de fuzil durante a operação de 28 de outubro de 2025. O disparo atingiu a região da coxa e, em consequência dos ferimentos, Bernardo teve uma das pernas amputada. Depois de quase três meses afastado, ele retornou à Cidade da Polícia, onde foi recebido por colegas. O episódio também o aproximou de uma segunda bandeira que agora aparece com destaque em sua campanha: a defesa das pessoas com deficiência.
A segurança pública, porém, permanece como principal eixo da candidatura. Ele apresenta entre suas propostas o combate ao que denomina “narcocultura” e defende o enfrentamento ao avanço territorial das organizações criminosas. Bacharel em Direito, pós-graduado em Segurança Pública e especialista em Direito Penal e Processual Penal, Bernardo Leal também é coautor do livro Narcocultura: O Brasil sob o Império do Crime, lançado neste ano e dedicado à discussão sobre a influência e a normalização do crime organizado na sociedade.
Entre os demais compromissos apresentados pela candidatura estão a fiscalização das obrigações do Poder Executivo, defesa dos direitos e da acessibilidade das pessoas com deficiência, incentivo ao esporte como ferramenta de inclusão e atenção à educação e à saúde públicas. Em manifestações recentes, Bernardo tem dado atenção especial à acessibilidade, relatando dificuldades que passou a enfrentar depois da amputação e defendendo que os direitos das pessoas com deficiência saiam do papel.














