O delegado ferido em megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha segue internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, e continua precisando de doações de sangue. As contribuições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, e aos sábados, das 8h ao meio-dia, na Avenida Jorge Curi, 550, Bloco A, sala 178. Qualquer tipo sanguíneo é aceito.
O policial, lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), foi baleado na perna durante a incursão na Vila Cruzeiro, uma das áreas mais críticas do Complexo da Penha. Colegas precisaram quebrar a parede de uma casa para retirá-lo do local e o levaram de moto até uma área segura, de onde foi socorrido inicialmente ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, referência para os feridos na operação.
Depois de estabilizado, o delegado foi transferido para o Hospital Samaritano, onde passou por cirurgia e teve parte da perna amputada. Segundo fontes ligadas à corporação, seu estado de saúde inspira cuidados, mas ele tem reagido bem ao tratamento.
A megaoperação, realizada na última terça-feira (28), resultou em 121 mortes, sendo 117 civis e quatro agentes de segurança — entre eles, dois policiais do Bope, um delegado e um chefe de investigação. Outros 15 agentes ficaram feridos.
A ação, considerada a mais letal da história do Rio, teve como alvo o Comando Vermelho, que controla comunidades como o Alemão, a Penha e a Vila Cruzeiro. O episódio continua sendo investigado pela Polícia Civil e acompanhado de perto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a preservação de todas as provas e laudos periciais da operação.
A campanha de doação em favor do delegado tem recebido ampla mobilização nas redes sociais e apoio de colegas de diversas unidades da Polícia Civil. Grupos de policiais, familiares e amigos reforçam os pedidos por doadores, ressaltando a importância de manter os bancos de sangue abastecidos para salvar vidas em situações de emergência como essa.














