Um delegado da PF preso no Rio está entre os alvos da Operação Anomalia, deflagrada nesta segunda-feira (9) pela Polícia Federal para investigar um esquema de tráfico de influência ligado ao favorecimento de um traficante internacional de drogas.
Entre os detidos está o delegado federal Fabrizio José Romano. Também foi cumprido mandado de prisão contra o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena, que já estava preso desde 2025 por determinação da Justiça em outro processo.
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta a existência de uma associação criminosa formada por advogados, servidores públicos e intermediários que atuavam para negociar vantagens indevidas e vender influência dentro de órgãos públicos.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro.
Além das prisões, a Justiça também determinou medidas cautelares, como o afastamento de investigados de suas funções públicas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com as investigações, o esquema funcionava com a participação de advogados e do ex-secretário estadual, que atuariam como intermediários para facilitar pagamentos indevidos ao delegado da Polícia Federal.
Em troca, o agente público forneceria informações privilegiadas e influência interna que poderiam beneficiar interesses ligados ao tráfico internacional de drogas.
As apurações também indicam a participação de um indivíduo com histórico criminal que atuaria como facilitador político e operacional em Brasília.
A Polícia Federal informou que a investigação identificou indícios de crimes contra a administração pública e favorecimento de atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para reforçar a atuação da Polícia Federal no combate a organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.
A iniciativa foi instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635 e tem como objetivo ampliar a produção de inteligência e fortalecer o enfrentamento aos principais grupos criminosos violentos que atuam no estado.
Segundo a PF, a força-tarefa também busca identificar e desarticular conexões entre organizações criminosas e agentes públicos ou políticos.
As investigações continuam em andamento e novos desdobramentos podem ocorrer à medida que os materiais apreendidos forem analisados pelos investigadores.














