A declaração de Lula sobre evangélicos provocou forte reação da oposição e de líderes religiosos após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo”. A fala gerou críticas de parlamentares e pastores, que acusaram o petista de reduzir a fé a uma lógica eleitoral.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a declaração revela uma estratégia de uso da máquina pública com fins eleitorais. Segundo ele, a esquerda trataria o eleitorado evangélico como “curral eleitoral”.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar criticou duramente o conteúdo da fala presidencial. “Reduzir fé a benefício é desprezo. Reduzir voto a barganha é cinismo. Reduzir cidadãos a dependentes é autoritarismo disfarçado”, escreveu, acrescentando que a postura demonstra temor diante de um eleitorado que considera livre e guiado por valores.
O pastor Silas Malafaia também reagiu, chamando o presidente de “pinóquio” e acusando-o de manipular dados. “Lula é um falastrão mentiroso. Disse que 90% dos evangélicos recebem benefícios do governo. É especialista em inflar números para enganar o povo”, publicou, afirmando ainda que haveria tentativas de distorção de informações oficiais.
A fala do presidente também foi criticada por outros políticos. O deputado estadual Delegado Zucco afirmou que Lula tenta rotular e desqualificar um grupo que já demonstrou oposição ao seu projeto político. Segundo ele, cresce a insatisfação entre cristãos, pessoas de outras religiões e trabalhadores.
Além disso, o pastor Franklin Ferreira classificou a declaração como “profundamente cínica”, por reduzir evangélicos a beneficiários do Estado. Para ele, o cristianismo não se constrói sobre benesses governamentais, mas sobre valores como trabalho, família, igreja local e responsabilidade moral.














