Debate sobre saídas temporárias gera tumulto e encerra sessão da Alerj

Alerj

O debate sobre saídas temporárias de detentos levou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a encerrar sua sessão ordinária desta quarta-feira (24) de forma tumultuada. O presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), decidiu suspender os trabalhos após uma série de provocações entre parlamentares da base bolsonarista e da oposição.

A confusão começou após a aprovação de um projeto do governo estadual. Durante a discussão, a deputada Renata Souza (Psol) criticou a falta de investimentos em investigação criminal e apontou que o Rio de Janeiro é o estado que mais prende no país. Em resposta, o líder do governo, Rodrigo Amorim (União Brasil), rebateu dizendo que a deputada não participava dos debates e desconhecia os investimentos realizados, ironizando ainda a atuação dela em sessões anteriores.

Amorim acusou o Psol de “defender traficantes” e apoiar a liberação de drogas, o que provocou reação imediata da deputada, que citou o ex-presidente Jair Bolsonaro como “líder da quadrilha”, em referência à sua condenação. A troca de acusações se intensificou, com ofensas e clima de hostilidade no plenário.

Outros parlamentares também entraram na discussão. O deputado Luiz Paulo (PSD) se manifestou após Renan Jordy (PL) responsabilizar ex-governadores Leonel Brizola e Marcello Alencar pelo aumento da violência no estado. Luiz Paulo considerou “lastimável” atacar figuras que já morreram e não podem se defender.

Mesmo com tentativas de Bacellar de retomar a ordem, as provocações continuaram. Com o fim do tempo regimental e sem condições de prosseguir, o presidente optou por encerrar a sessão. Assim, o restante da pauta deixou de ser votado, em um dia marcado pelo acirramento entre governo e oposição na Alerj.

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