Daniel Sikkema foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos por mandar matar o ex-marido, o galerista Brent Sikkema, assassinado em janeiro de 2024 durante uma temporada no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por um júri federal em Nova York, que considerou o réu culpado por planejar e financiar o crime.
Segundo informações divulgadas pelo jornal americano The Wall Street Journal, Daniel foi condenado por conspiração para contratar e pagar pela morte do ex-companheiro. A pena ainda será anunciada na próxima semana, mas a promotoria pede prisão perpétua.
De acordo com a acusação, o crime foi planejado em meio a um processo de divórcio conturbado. Os promotores afirmaram que Daniel teria contratado um executor e feito pagamentos antes e depois da morte de Brent.
A defesa, por outro lado, negou a acusação e alegou que as transferências financeiras apontadas no processo não tinham relação com o assassinato. Os advogados sustentaram a inocência de Daniel durante o julgamento.
Brent Sikkema, de 75 anos, estava sozinho em uma residência no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, quando foi morto durante a madrugada. O caso ganhou repercussão internacional pela projeção da vítima no mercado de arte e pela investigação envolvendo autoridades brasileiras e americanas.
Poucos dias depois do crime, a polícia brasileira prendeu o homem apontado como executor. Segundo as investigações, ele confessou ter cometido o assassinato em troca de dinheiro. O suspeito segue preso no Brasil, onde aguarda julgamento.
Brent Sikkema era uma figura conhecida no circuito internacional de arte. Ele ganhou destaque por representar artistas renomados em sua galeria em Nova York e mantinha relação próxima com colecionadores, curadores e nomes importantes do setor.
A condenação de Daniel Sikkema nos Estados Unidos representa um novo capítulo em um caso que mobilizou investigações nos dois países. Agora, a expectativa se volta para a definição da pena, que poderá determinar o futuro do réu diante da Justiça americana.














