O criminoso preso em Arraial do Cabo era considerado um dos mais procurados do Espírito Santo, segundo a Polícia Civil. José Paulo de Souza Ferreira Junior, conhecido como “Da Pop”, foi localizado durante uma operação realizada na última sexta-feira (15), na Região dos Lagos.
De acordo com as investigações, ele é apontado como um dos principais integrantes da facção Primeiro Comando de Vitória, conhecida como PCV. A polícia afirma que o suspeito atuava no abastecimento de drogas em áreas como o bairro da Penha e outras comunidades da Grande Vitória.
Ainda segundo a corporação, José Paulo exercia um papel estratégico dentro da organização criminosa. Ele é investigado como um elo entre o PCV, do Espírito Santo, e o Comando Vermelho, facção com atuação no Rio de Janeiro.
A Polícia Civil informou que “Da Pop” estava foragido da Justiça havia anos e passou a integrar a lista dos criminosos mais procurados do Espírito Santo. Durante parte do período em que permaneceu escondido, ele teria vivido na comunidade da Rocinha, no Rio, área apontada pelas autoridades como território de atuação do Comando Vermelho.
Depois de cerca de três anos foragido, o suspeito teria se mudado para a Região dos Lagos. Conforme a investigação, em Arraial do Cabo ele passou a se apresentar como empresário e investidor, mantendo uma vida de luxo em uma casa de alto padrão.
A polícia apura que José Paulo era responsável pelo fornecimento de grandes quantidades de drogas vindas de outros estados para a capital capixaba. Além disso, ele também teria atuado na gestão financeira de transações ligadas à organização criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o investigado exercia funções ligadas à contabilidade e ao gerenciamento financeiro do grupo. A corporação afirma ainda que, em 2022, ele ocupava posição de liderança dentro do Primeiro Comando de Vitória, demonstrando influência na estrutura da facção.
José Paulo possui passagens pela Justiça por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa. Ele também já foi alvo de investigação por homicídio.
Durante as apurações, materiais encontrados no celular do suspeito reuniram áudios, mensagens, fotografias de drogas e comprovantes de transferências bancárias, de acordo com a Polícia Civil.
O conteúdo analisado indicaria negociações envolvendo dezenas de quilos de entorpecentes, com valores que ultrapassariam centenas de milhares de reais. A investigação também aponta ligações com fornecedores de drogas de outros estados.
A prisão ocorreu durante a Operação Escobar, que contou com equipes da Superintendência de Inteligência e Ações Estratégicas, da Divisão de Inteligência, do Centro de Inteligência e Análise Telemática e da Coordenadoria de Recursos Especiais, da Polícia Civil do Espírito Santo.
A ação também teve apoio da 132ª Delegacia de Polícia de Arraial do Cabo, vinculada à Polícia Civil do Rio de Janeiro. O caso segue sob investigação, e a polícia deve aprofundar a análise do material apreendido para identificar outros envolvidos na rede criminosa.














