O Bolsa Família terá o desligamento de 101 mil beneficiários em 2025, segundo projeção do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O corte acontece devido às novas regras do programa, que reduzem o tempo de permanência quando há aumento na renda familiar.
Conforme o governo, a mudança deve gerar uma economia de R$ 59 milhões só neste ano. O valor economizado será usado para reduzir a fila de espera e priorizar famílias em situação de pobreza extrema.
Atualmente, têm direito ao Bolsa Família as famílias cuja renda por pessoa não ultrapassa R$ 218. Quem ultrapassa esse limite pode permanecer no programa por 12 meses, recebendo metade do valor do benefício, desde que a renda venha de trabalho, negócio próprio ou aposentadoria.
O que muda no Bolsa Família?
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O tempo de permanência na chamada regra de proteção foi reduzido de dois anos para um ano.
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O limite de renda para permanecer no programa durante essa transição caiu de R$ 759 para R$ 706.
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Famílias com renda permanente, como aposentadorias ou BPC, só poderão permanecer por mais dois meses.
Se a renda voltar a ser menor que R$ 218, o benefício volta a ser pago de forma integral.
Quantas pessoas serão afetadas?
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15.403 beneficiários já serão desligados em junho, com economia imediata de R$ 10,3 milhões.
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De julho a dezembro, 7.701 pessoas deixam o programa todos os meses, somando uma economia de R$ 41,3 milhões.
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Famílias com renda fixa terão mais 8 mil desligamentos por mês a partir de julho.
Por que o governo fez essa mudança?
O objetivo do governo é:
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Reduzir a fila de espera.
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Garantir que o Bolsa Família atenda quem realmente está em situação de pobreza ou pobreza extrema.
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Tornar o programa mais sustentável, diante do corte de R$ 7,7 bilhões no orçamento de 2025.
Mercado de trabalho influencia no corte
O Ministério destaca que muitos beneficiários estão conseguindo trabalho formal. Dados do Caged mostram que 75,5% das vagas com carteira assinada em 2024 foram preenchidas por pessoas que recebem o Bolsa Família.
Aumento na fiscalização
O governo intensificou o combate a fraudes, principalmente em cadastros de famílias unipessoais (pessoas que se declaram morar sozinhas). A partir de agora, esses cadastros só podem ser feitos de forma presencial, e há um limite máximo de 16% por município para esse tipo de cadastro.
O que diz o MDS
“O Bolsa Família continua sendo uma política de combate à pobreza, com foco nas famílias que realmente precisam. As mudanças garantem a sustentabilidade do programa e o uso eficiente dos recursos públicos”, informou o ministério em nota.














