A Polícia Militar encontrou o corpo de um homem esquartejado em sacolas plásticas na Rua Antônio Nascente, no bairro do Jaçanã, Zona Norte de São Paulo. A vítima foi identificada por familiares como Murilo Sanches dos Santos, que estava desaparecido.
Moradores da região estranharam a presença dos pacotes e acionaram o 190 após encontrarem partes humanas no local. Equipes do Batalhão de Polícia Militar foram deslocadas para conferir a denúncia e isolaram a área para o trabalho de perícia.
Polícia Militar encontra corpo esquartejado no Jaçanã em São Paulo
Ao chegar ao endereço indicado na chamada, os agentes constataram que se tratava de um cadáver do sexo masculino. O corpo estava esquartejado e dividido em diversas sacolas plásticas depositadas em uma área de mato com declive acentuado.
Durante a primeira inspeção no local, os policiais militares observaram a ausência de partes fundamentais para a identificação datiloscópica ou visual rápida, como a cabeça e as mãos da vítima. Esse tipo de mutilação é investigado pela Polícia Civil para apurar se houve intenção dos criminosos de dificultar o trabalho do Instituto Médico Legal.
Apesar da ausência de partes do corpo no primeiro momento, uma mulher foi até o local durante a ação dos agentes. Ela se apresentou à equipe militar e afirmou ser tia do jovem Murilo Sanches dos Santos, informando que o sobrinho estava sumido havia alguns dias.
Como as buscas foram realizadas na área de difícil acesso
O local onde os pacotes foram abandonados possui geografia acentuada e vegetação fechada. Para conseguir recolher todas as partes do corpo e possíveis provas, os policiais militares precisaram utilizar equipamentos de resgate e técnicas de rapel.
Durante as varreduras pelo terreno declivoso, as equipes de resgate encontraram peças de roupas e uma faca, que foram recolhidas e encaminhadas para análise pericial. A ferramenta passará por testes para verificar se foi utilizada no crime ou na divisão do cadáver.
A perícia do Instituto de Criminalística trabalhou na coleta de vestígios genéticos e na análise da cena onde os objetos foram abandonados. Todo o material recolhido ajudará os investigadores a reconstruir a trajetória da vítima antes do assassinato.
Identificação do jovem desaparecido e o relato da família
A tia de Murilo Sanches dos Santos acompanhou o trabalho inicial das equipes policiais e deu informações sobre a rotina do sobrinho antes do seu desaparecimento. O jovem já era procurado pela família, que tentava localizar o paradeiro dele na Zona Norte da capital paulista.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização de exames complementares de DNA e laudo necroscópico completo. O documento vai apontar a causa exata da morte e o tipo de objeto utilizado nas agressões.
Os parentes da vítima prestarão depoimentos formais na delegacia do bairro nos próximos dias. Os investigadores buscam entender se o jovem vinha sofrendo ameaças de morte ou se teve algum tipo de desentendimento recente na região.
O que já se sabe sobre as investigações do caso
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito policial para apurar a autoria e a motivação do homicídio com destruição e ocultação de cadáver. As investigações buscam mapear quem utilizou a Rua Antônio Nascente para descartar as sacolas.
Agentes da delegacia da área trabalham na busca por câmeras de segurança instaladas em residências e estabelecimentos comerciais do Jaçanã. As imagens podem mostrar veículos ou suspeitos que passaram pela rua transportando os pacotes na data do crime.
Até o momento, nenhum suspeito de participação no crime foi preso ou identificado oficialmente pelas forças de segurança. A polícia pede que a população ajude com informações que possam indicar os responsáveis pela morte do rapaz.
Como denunciar informações sobre o crime
Qualquer pessoa que tenha visto movimentação estranha de carros ou pessoas na Rua Antônio Nascente pode colaborar com as investigações sem precisar se identificar. O sigilo é garantido por lei em todos os canais oficiais.
O Disque Denúncia atende pelo telefone 181 em São Paulo, com funcionamento durante 24 horas por dia. Também é possível registrar relatos pela internet, por meio do portal oficial do serviço de inteligência policial.
Caso o cidadão prefira prestar depoimento presencialmente, pode procurar a delegacia de polícia civil mais próxima da sua residência. Informações precisas sobre horários e nomes de suspeitos ajudam a acelerar a prisão dos criminosos.
O que fazer em casos de desaparecimento de pessoas
A Polícia Civil orienta que o registro de boletim de ocorrência por desaparecimento não exige tempo de espera de 24 horas. O aviso deve ser feito imediatamente após a constatação de que a pessoa quebrou sua rotina habitual.
Para registrar o boletim, os familiares devem levar documentos da pessoa sumida, fotos recentes e uma lista de contatos próximos. O registro pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia ou através da delegacia eletrônica pela internet.
Divulgar a foto da pessoa nas redes sociais e avisar amigos e vizinhos também auxilia nas primeiras horas de buscas. Manter os telefones de contato atualizados no boletim facilita o trabalho dos agentes na localização do paradeiro.














