Coronel exonerado após operação no Santo Amaro é nomeado superintendente da PM

Coronel Aristheu Lopes,

Três meses após ter sido exonerado do comando do Bope, o coronel exonerado após operação no Santo Amaro, Aristheu de Góes Lopes, voltou à cúpula da Polícia Militar do Rio. Ele foi nomeado superintendente da Superintendência de Gestão Integrada (SUPGI), conforme publicação no Diário Oficial do Estado da última sexta-feira (5).

A exoneração do oficial ocorreu em junho, um dia depois da operação no Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul, que terminou com a morte de Herus Guimarães Mendes, de 23 anos, durante uma festa junina. Além dele, outras cinco pessoas ficaram feridas. Na ocasião, o governador Cláudio Castro determinou o afastamento imediato do coronel e de outros 12 policiais que participaram da ação.

Segundo a Polícia Militar, Aristheu não foi alvo do Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar o caso e não possui restrições internas que o impeçam de assumir o novo cargo. A corporação afirmou que a nomeação foi baseada em critérios técnicos e estratégicos.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, que assinou o ato, havia reconhecido após a morte de Herus que os protocolos da corporação não foram seguidos naquela ação. Ele citou falhas na avaliação de risco e na preservação de vidas.

A decisão gerou revolta entre familiares da vítima. Fernando Guimarães, pai de Herus, lamentou a falta de posicionamento do governo estadual. “Até hoje, após três meses, ninguém do governo nos procurou. Saber que um dos oficiais foi nomeado para um novo cargo gera um sentimento de impotência. Ficamos muito tristes e chateados. A Justiça será feita”, declarou.

A comunidade do Santo Amaro também se manifestou e planeja uma homenagem ao jovem durante a tradicional quadrilha junina, no mesmo local onde ocorreu a operação.

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