A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro intimou e ouviu o chefe dos vigias noturnos que são investigados no caso da morte de um ciclista em Copacabana. O depoimento busca esclarecer como funcionava a atuação do grupo na Zona Sul.
Os agentes da 12ª DP (Copacabana) tentam entender se os trabalhadores atuavam por conta própria ou se seguiam ordens diretas durante as rondas no bairro. A investigação segue em sigilo para não atrapalhar a coleta de novos depoimentos.
Investigação sobre a morte de ciclista em Copacabana ganha novos depoimentos
O caso provocou reação dos moradores e de quem circula de bicicleta pelas ruas de Copacabana. A polícia apura o grau de envolvimento de cada um dos vigias no momento da abordagem que terminou na morte do ciclista.
Segundo a Polícia Civil, novos depoimentos estão agendados para os próximos dias. Testemunhas que estavam perto da região no momento do ocorrido também já foram intimadas a prestar declarações na delegacia do bairro.
O que a Polícia Civil investiga até o momento?
Os investigadores trabalham para reconstituir o passo a passo da ação. A meta é descobrir quem fez as abordagens e qual foi a conduta de cada homem no local.
Imagens de câmeras de segurança instaladas em prédios e comércios da rua foram recolhidas pela equipe da 12ª DP. O material passa por perícia técnica para identificar a dinâmica exata dos fatos.
Como funciona o serviço dos vigias no bairro?
A polícia quer saber quem contratou os vigias e como era feita a divisão das ruas cobradas pelo grupo. O chefe depôs justamente para esclarecer como funcionavam esses pagamentos e os turnos de trabalho.
Em Copacabana, muitos moradores e comerciantes pagam mensalidades para ter rondas de vigias nas calçadas. A corporação apura se a atividade era regular ou se funcionava sem autorização das autoridades.
O que dizem as autoridades sobre a segurança na Zona Sul?
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que mantém o patrulhamento ostensivo reforçado na região de Copacabana. O policiamento é feito com viaturas e rondas de bicicleta ao longo da orla e nas vias internas.
Quem tiver informações que ajudem no caso pode ligar para o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido e a ligação ajuda a polícia a localizar outras testemunhas.















