A COP30 e proteção da Amazônia ganharam destaque após ONGs cobrarem o Brasil para envolver fundos privados e filantropia no financiamento das ações ambientais. A conferência da ONU sobre mudanças climáticas acontecerá em Belém, no Pará, entre 10 e 21 de novembro, e será a primeira realizada na maior floresta tropical do planeta.
Em carta enviada à presidência da COP, oito organizações ambientalistas, incluindo The Nature Conservancy, Conservation International e IPAM Amazônia, destacaram que o país precisa buscar apoio do setor privado para garantir recursos destinados à preservação. “Instamos o Brasil a engajar organizações filantrópicas e investidores privados para apoiar a conservação da Amazônia”, afirmaram.
Dados do Banco Mundial revelam que seriam necessários cerca de US$ 7 bilhões por ano para proteger a floresta, mas apenas US$ 5,81 bilhões foram mobilizados entre 2013 e 2022. Por isso, as entidades defendem a criação de fundos específicos e propõem medidas como a troca de dívida por conservação ambiental, modelo já adotado por países como Belize e Equador.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reconheceu recentemente o desafio. “Esperamos medidas concretas em relação ao financiamento durante a COP30, mas o contexto geopolítico é muito difícil”, disse, referindo-se a guerras e ao aumento dos gastos militares de nações ricas.
As ONGs também sugerem reorientar subsídios do agronegócio para a proteção ambiental, além de formar uma coalizão de doadores do setor privado como contribuição às metas climáticas do Acordo de Paris.














