Consumo de crack na Rua Hilário de Gouveia tem provocado revolta entre moradores de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo relatos feitos à imprensa, a via, onde funciona a 12ª Delegacia de Polícia, passou a concentrar usuários de drogas que permanecem no local ao longo do dia e da noite.
De acordo com moradores, o ponto de consumo teria se formado há cerca de seis meses. Usuários dormem na rua, utilizam barracas e colchões, fazem necessidades fisiológicas em plena via pública e consomem drogas abertamente, o que tem afetado a rotina de quem vive na região.
Um morador afirmou que já realizou diversas reclamações por meio do serviço 1746 da Prefeitura e tentou mobilizar síndicos de prédios vizinhos em busca de soluções conjuntas, sem resultados práticos. “Perdi as contas de quantas vezes reclamei na prefeitura. Fica aqui um grupo de cerca de 20 pessoas, tem até criança. Defecam, comem, fazem de tudo. A situação está insustentável”, relatou ao jornal O Globo.
Segundo informações divulgadas, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que realiza ações sociais diárias junto à população em situação de rua usuária de drogas. Somente na Rua Hilário de Gouveia, teriam sido feitas 2.757 abordagens ao longo do ano passado, resultando em 1.602 atendimentos e 149 acolhimentos institucionais.
O problema, no entanto, não estaria restrito a essa rua. Moradores do Bairro Peixoto também relatam consumo e possível venda de crack na Praça Edmundo Bittencourt, inclusive em áreas próximas ao 19º Batalhão da Polícia Militar e à Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade.
O presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, afirmou que a entidade acompanha a situação e destaca que o problema envolve população em situação de rua usuária de drogas. Segundo ele, o policiamento ocorre, mas os usuários acabam retornando ao local.
Em nota, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que está à disposição para ações conjuntas com outros órgãos no ordenamento urbano. A corporação ressaltou que a questão envolve políticas de saúde e assistência social, exigindo atuação integrada do poder público e da sociedade civil.














