Condenado homem que matou desafeto por causa de dívida no Rio

Câmera de monitoramento registrou o momento do crime

Homem que matou desafeto por causa de dívida foi condenado a 22 anos de reclusão em regime fechado pelo IV Tribunal do Júri da Capital. O crime aconteceu em maio de 2024, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, e teve como vítima Carlos Alberto Nascimento Machaites.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Márcio Pereira de Andrade efetuou disparos com uma pistola calibre 9mm pelas costas da vítima, que não teve chance de defesa. A motivação do crime, conforme apontado no processo, foi o desejo de se livrar de uma dívida.

Phelipe Silva de Andrade, que conduziu o veículo utilizado na ação, também foi condenado. Ele recebeu pena de 20 anos de reclusão por participação no homicídio, ao levar o atirador até o local da execução e facilitar a fuga em seguida.

O Tribunal reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do uso de arma de uso restrito. A sentença ainda determinou que cada um dos condenados pague R$ 50 mil aos familiares de Carlos Alberto a título de indenização por danos morais.

O crime ocorreu a cerca de 50 metros da residência da vítima e foi registrado por câmeras de monitoramento. As imagens mostram o momento em que o atirador desce de um carro, aponta a arma e realiza os disparos em poucos segundos. Nenhum pertence foi levado, reforçando a hipótese de execução.

Márcio foi preso em agosto de 2024, três meses após o homicídio, no município de Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Carlos Alberto já havia sido condenado em 2019 por tráfico de drogas. Ele foi preso em flagrante no ano anterior, em Volta Redonda, transportando dois quilos de cocaína. Durante a investigação, foram encontradas no celular da vítima imagens de drogas, armas e conversas relacionadas a negociações ilícitas.

A condenação encerra mais uma etapa do caso, que ganhou repercussão pelas imagens da execução e pela motivação apontada no processo.

O desfecho reforça o entendimento da Justiça sobre crimes cometidos com motivação financeira e deve continuar repercutindo no cenário policial do Rio.

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