O cineasta Silvio Tendler morre aos 75 anos na manhã desta sexta-feira (5), vítima de uma infecção generalizada. Considerado um dos maiores documentaristas do Brasil, ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua filha, Ana Rosa Tendler.
Conhecido como “cineasta dos sonhos interrompidos” e também como “cineasta dos vencidos”, Tendler construiu uma trajetória marcada por filmes de forte impacto social e político. Entre suas obras mais conhecidas estão Jango (1984), Anos JK (1980), O Veneno Está na Mesa (1990) e O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981). Ao longo da carreira, dirigiu mais de 70 filmes e 12 séries televisivas.
O velório do cineasta foi marcado para este domingo (7), às 11h, no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro. Silvio deixa uma filha e um neto.
Nascido em 1948, no Rio, Tendler fundou a Caliban Produções e se consolidou como referência no cinema documental. Suas produções, muitas vezes centradas em personagens históricos e movimentos sociais, seguem sendo exibidas em escolas e universidades como ferramentas de aprendizado. Além disso, foi um dos fundadores da Fundação do Novo Cinema Latino-Americano e atuou como conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Em 2005, recebeu o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, na Itália, em reconhecimento ao conjunto de sua obra. Seu documentário sobre João Goulart, Jango, permanece até hoje como uma das maiores bilheteiras do gênero no Brasil, ultrapassando a marca de 1 milhão de espectadores.














